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Irmãos Cravinhos deixam cadeia para passar Dia das Mães com a família em SP

Do UOL, em São Paulo

10/05/2013 10h54

Condenados por matar os pais de Suzane von Richthofen em 2002, os irmãos Cristian e Daniel Cravinhos receberam indulto para passar o Dia das Mães com a família. Eles deixaram na manhã desta sexta-feira (10) a penitenciária P2, em Tremembé (SP).

Segundo a Vara de Execuções Criminais de Taubaté (SP), que concedeu o benefício para os irmãos, o retorno para a prisão está previsto para a quarta-feira (15).

Daniel, que à época do crime era namorado de Suzanne e teria planejado os assassinatos, foi condenado a 39 anos, e Cristian, a 38 anos.

Desde fevereiro, os dois cumprem pena em regime semiaberto, que permite trabalhar ou estudar fora da cadeira e retornar durante a noite.

Relembre o caso

Segundo a versão da polícia e da acusação, Manfred e Marísia von Richthofen foram assassinados no dia 31 de outubro de 2002, quando dormiam em sua casa, no bairro do Brooklin (zona sul de São Paulo).

Suzane, Daniel e Cristian entraram na casa em silêncio. Os irmãos Cravinhos subiram as escadas junto com Suzane, que os avisou que os pais dormiam. Então, os irmãos desferiram golpes de barra de ferro contra Manfred e Marísia. Após matarem o casal, os dois cobriram os corpos com uma toalha molhada e sacos plásticos.

A biblioteca foi desarrumada para simular um latrocínio (assalto seguido de morte), e uma pasta marrom foi cortada. Também foram levados, para reforçar a simulação, cerca de US$ 5.000, R$ 8.000 e jóias do casal que estavam na biblioteca. O dinheiro ficou com Cristian, que acabou usando uma parte do montante para comprar uma moto.

Ao deixarem o local do crime, Daniel e Suzane foram para um motel em São Paulo, enquanto Cristian seguiu para um hospital para visitar um amigo. Depois de algum tempo, Daniel e Suzane foram ao encontro de Andreas von Richthofen, irmão da jovem, que havia sido deixado por Daniel em um cibercafé. Chegaram em casa, e Suzane ligou para a polícia informando do crime.

O policial militar Alexandre Paulino Boto, que atendeu ao chamado, chegou na casa e disse, no decorrer das investigações do crime, que havia estranhado o comportamento de Suzane quando ele disse que os pais da jovem estavam bem. “Como?”, perguntou Suzane espantada, segundo o relato de Boto durante o julgamento.

No decorrer das investigações, a delegada responsável pelo inquérito, Cíntia Tucunduva, do DHPP (Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa), começou a suspeitar do comportamento de Suzane e Daniel diante da “tragédia” —eles protagonizavam cenas de amor, de acordo com a delegada. No dia 8 de novembro de 2002, os Cravinhos e Suzane confessaram, em interrogatório à delegada, a participação no assassinato do casal Richthofen.

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