Topo

Em frente à Fetranspor, mais de 5.000 pessoas protestam por passe livre no Rio

Manifestantes pela legalização da maconha marcam presença em protesto no Rio de Janeiro - Hanrrikson de Andrade/UOL
Manifestantes pela legalização da maconha marcam presença em protesto no Rio de Janeiro Imagem: Hanrrikson de Andrade/UOL

Hanrrikson de Andrade e Julia Affonso

Do UOL, no Rio*

27/06/2013 18h13Atualizada em 27/06/2013 19h32

Mais 5.000 pessoas protestam contra a tarifa do transporte coletivo na capital fluminense e a militarização da polícia, entre outras causas, no centro do Rio de Janeiro nesta quinta-feira (27). Segundo a Polícia Militar, o número pode chegar a 8.000. Os manifestantes chegaram até o prédio da Fetranspor (Federação das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado do Rio), na rua da Assembleia, no centro, onde há um forte esquema de policiamento, e pedem que haja passe livre na cidade. A Fetranspor fica em um prédio quase em frente à Alerj (Assembleia Legislativa do Rio).

Cerca de 500 homens do Batalhão de Choque da Polícia Militar e outros 900 PMs foram deslocados para as ruas do centro. Os policiais “cercaram” a passeata, com um pelotão na frente, puxando o ato, PMs nas laterais da avenida Rio Branco em fila indiana, e um grupo com escudos ao fim da manifestação.

Diferentemente das últimas passeatas no Rio, não há repressão dos manifestantes em relação aos militantes de partidos políticos, sindicatos e outros movimentos ligados ao governo ou à oposição. Há bandeiras do PSOL, Sintuff (Sindicato dos Trabalhadores em Educação da Universidade Federal Fluminense), MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra), LBI (Liga Bolchevique Internacionalista), entre outros.

Um pelotão de policiais com escudos e cassetetes se posicionou na calçada da Igreja da Candelária, onde a passeata começou. Os PMs distribuíram panfletos pedindo paz aos manifestantes. Os batalhões do Centro e de São Cristóvão vão dar apoio ao patrulhamento, com ajuda de blindados, helicópteros e motos. Já o Bope (Batalhão de Operações Especiais) vai ficar de prontidão no quartel.

Na avenida Rio Branco, por onde a passeata seguiu até a chegada ao prédio da Fetranspor, todas as agências bancárias utilizam tapumes para evitar depredações. Lojas e estabelecimentos comerciais encerraram o expediente mais cedo. Devido à manifestação, na estação Carioca do Metrô, apenas os acessos avenida Rio Branco e Convento estão abertos. Na Cinelândia apenas o acesso Odeon está liberado.

Outros protestos

Na sexta feira (28), 10 mil pessoas são esperadas numa passeata às 17h, em São Gonçalo, na região metropolitana, para reivindicar passagens municipais a R$ 1,50 e a redução da tarifa dos ônibus intermunicipais.

Na última quarta-feira (26), um grupo de 15 manifestantes se reuniu em frente a Secretaria de Segurança Publica para cobrar explicações sobre a atuação da polícia durante operação no Complexo da Maré na última terça feira (25), que deixou dez mortos. (Com BandNews)

*Colaborou Paula Bianchi

Mais Cotidiano