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Fiéis abençoados pelo papa em hospital creem em milagres e relatam emoção após contato

Guilherme Balza

Do UOL, no Rio

2013-07-24T20:09:27

24/07/2013 20h09

Fiéis que foram abençoados pelo papa Francisco durante a visita ao hospital São Francisco de Assis, na Tijuca, zona norte do Rio de Janeiro, na noite desta quarta-feira (24) acreditam que, após o contato com o pontífice, suas vidas ganharão novos rumos. Durante a visita, Francisco fez um discurso centrado na recuperação de dependentes químicos e criticou a discussão em torno na liberação das drogas.

A enfermeira Diva Oliveira, 31, que trabalha no hospital, beijou a mão do papa duas vezes enquanto ele se dirigia até o altar onde discursou. "Foi sensacional. Pensei muito na minha vida, na minha história", disse. Diva acredita que depois da bênção de Francisco irá conseguir gerar um filho. "Sou infértil. Agora eu sei qeu vou conseguir engravidar."

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  • Arte/UOL

Ricardo José Tavares, 52, paciente do hospital, também foi abençoado pelo pontífice. "Ele veio até a mim e eu beijei a mão dele. Depois, ele me deu um beijo na cabeça e me abençoou. Sou o homem mais feliz do mundo", afirmou, bastante emocionado.

Tavares passou por um transplante de fígado e passa por recuperação. "Sou motociclista. Depois da bênção do papa vou poder voltar a andar de moto", disse ele, que é botafoguense. "Agora o Botafogo vai arrebentar."

O missionário Taffarel Melo de Oliveira, 21, foi cumprimentado por Francisco , que também abençoou o terço que ele carregava. “Foi tanta alegria que achei que iria passar mal”, afirmou Taffarel, que pertence ao grupo Aliança da Misericórdia.

A entidade missionária organiza visitas semanais aos pacientes do hospital São Francisco de Assis. Nos encontros, “doutores da alegria” buscam contribuir no tratamento dos enfermos. Taffarel conta que o grupo presenteou o pontífice com uma cruz de argila, que tem de um lado Cristo crucificado e, do outro, Cristo ressuscitado. “Ele abriu o presente, olhou a cruz, riu e me abraçou”.

Falta de estrutura e chuva

O frio e a chuva que castigam o Rio de Janeiro desde o início desta semana não fizeram com que dezenas de católicos desistissem de ir ao hospital na Tijuca na expectativa de ver o papa Francisco. Porém, o mau tempo e a falta de estrutura no local atrapalharam a entrada dos convidados e o trabalho da imprensa.

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A cerimônia com a presença do pontífice foi realizada em um pátio ao ar livre, e muitos convidados foram obrigados a utilizar guarda-chuvas ou capas de proteção. Alguns foram obrigados a sentar em cadeiras molhadas.

Houve até quem se acidentasse na chegada ao hospital, a exemplo de uma freira idosa que escorregou em virtude de o chão estar molhado pela chuva fina. Ela caiu com o rosto no chão e sangrou muito. Homens da Força Nacional de Segurança a socorreram. Uma outra religiosa também escorregou, mas não se machucou.

Já os jornalistas ficaram confinados em um pequeno espaço distante do local da cerimônia. Os profissionais eram prontamente repreendidos pela assessoria de imprensa da Jornada Mundial da Juventude quando tentavam se locomover no pátio do hospital.

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