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Cotidiano

Três capitais brasileiras e 11 cidades de SP têm greve de ônibus nesta 6ª

Do UOL, em Maceió e em São Paulo

23/05/2014 11h16Atualizada em 23/05/2014 12h52

A sexta-feira (23) começou complicada para quem precisa utilizar o transporte público em Teresina (PI), Cuiabá (MT), São Luís (MA) e 11 cidades de São Paulo.

Em Teresina, os rodoviários entraram em greve à meia-noite desta sexta-feira (23). Com metade dos coletivos nas ruas, os pontos de ônibus ficaram lotados e o trânsito na cidade ficou caótico.

Segundo o Sintetro (Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Transportes Rodoviários do Piauí), filiado à CUT, 50% da frota de 426 ônibus está circulando na capital piauiense, cumprindo a determinação do desembargador Francisco Meton Marques, do TRT (Tribunal Regional do Trabalho). Caso haja descumprimento, o TRT determinou a aplicação da multa diária de R$ 5.000.

Os trabalhadores pedem 10% de aumento salarial. Na manhã desta sexta-feira, houve uma reunião entre empresários e o sindicato, intermediada pelo TRT, mas os trabalhadores rejeitaram as propostas de aumento de 8% com data-base em maio e reajuste de 7,5% com data-base em janeiro.

Em Cuiabá, a greve atinge quase 100% da frota, de acordo com a prefeitura. A reportagem não conseguiu entrar em contato com o sindicato da categoria.

Em São Luís, a greve continua pelo segundo dia, e apenas 30% dos ônibus da cidade circulam. Apesar da diminuição da frota circulando pela capital maranhense e região metropolitana, os transtornos são poucos. Os pontos de ônibus estão vazios e não há registro de grandes congestionamentos pela cidade.

Um levantamento da SMTT (Secretaria Municipal de Trânsito e Transportes) apontou que 650 ônibus estão nas ruas de São Luís, o que equivale a 60% da frota. Os dados mostram que o Sindicato dos Rodoviários de São Luís está descumprindo decisão judicial do TRT (Tribunal Regional do Trabalho) de manter 70% da frota circulando na capital maranhense.

O Sindicato dos Trabalhadores em Transporte Rodoviário pede o reajuste de 16% nos salários de motoristas, cobradores e fiscais, tíquete alimentação de R$ 500 e melhorias no plano de saúde, com o aumento de mais um dependente, e melhorias nas condições de trabalho.

Estado de São Paulo

No Estado de São Paulo, 11 municípios foram afetados hoje pela greve das empresas Mobibrasil e Viação Osasco, que estão paradas desde quinta-feira (22).

As empresas atendem os municípios de Diadema, São Bernardo do Campo, Osasco, Carapicuíba, Cotia, Itapevi, Jandira, Pirapora do Bom Jesus, Barueri, Santana de Parnaíba e a capital.

A viação Urubupungá, que circula por Barueri e Osasco, está com 70% da frota na rua nesta sexta-feira.

Os 1.100 motoristas e cobradores da Viação Osasco continuam parados. Pela manhã, alguns funcionários tentaram sair da garagem da empresa com ônibus, mas os grevistas impediram. Houve confusão, que foi controlada pela polícia. 

A paralisação foi organizada por uma dissidência do sindicato dos motoristas de Osasco que diz não ter sido consultada pelos sindicalistas sobre o acordo de reajuste feito com as empresas. Eles pedem 15% de aumento, enquanto empresas e sindicato fecharam reajuste de 8%.

A greve da viação afeta cerca de 150 mil pessoas na Grande São Paulo, segundo a CMTO (Companhia Municipal de Transportes de Osasco). Dos 198 ônibus da frota que iria para a rua hoje, apenas 16 saíram.

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