PUBLICIDADE
Topo

Cotidiano

Grevistas e governo de SP tentam colocar fim a impasse

Do UOL, em São Paulo

09/06/2014 13h33Atualizada em 09/06/2014 16h21

O governo do Estado e o Sindicato dos Metroviários do Estado de São Paulo terão uma nova rodada de negociações para tentar encontrar uma solução para a greve do metrô, que chegou ao quinto dia nesta segunda-feira (9). As negociações serão retomadas na tarde desta segunda-feira durante reunião com representantes do sindicato e do governo e intermediadas pelo superintendente Luiz Antonio Medeiros, da SRT (Superintendência Regional do Trabalho).

A reunião foi anunciada no início da tarde desta segunda. Uma assembleia do sindicato dos metroviários estava marcada para as 13h de hoje, mas foi adiada para aguardar o resultado de uma reunião entre governo e sindicato. De acordo com a assessoria de imprensa do Metrô de São Paulo, o secretário de Transportes Metropolitanos do Estado de São Paulo, Jurandir Fernandes, participa da reunião. 

Durante a manhã, centenas de manifestantes foram até a sede da secretaria, no centro da capital paulista, para tentar uma audiência com o secretário. Segundo o presidente do sindicato da categoria, Altino de Melo Prazeres, não houve reunião porque Fernandes não estava no local. "Só está o secretário-adjunto, que não teria autonomia para negociar", disse. 

O presidente da Federação Nacional dos Metroviários, Paulo Pasin, reafirmou que o ponto central da nova rodada de negociações entre governo e grevistas é a readmissão dos funcionários cuja demissão foi anunciada hoje pelo secretário de Transportes Metropolitanos de São Paulo, Jurandir Fernandes. "Evidentemente, a nossa pauta de reivindicação é muito importante. Mas, hoje, o sentimento da categoria é a reintegração imediata desses funcionários do metrô que o governo anunciou que estaria demitindo", disse Pasin.

O sindicalista questionou, ainda, a legalidade das demissões. "Eles foram demitidos de maneira abusiva, ilegal, no nosso exercício do direito de greve. A penalidade da greve por abusividade é multa, mas em hipótese alguma a demissão por qualquer forma", disse. 

Entre as pautas que deverão ser levadas pelo sindicato para a reunião, está a reintegração dos cerca de 60 funcionários do metrô que, segundo o Governo do Estado, foram demitidos por justa causa. 

Segundo a "Rádio Estadão", o secretário de Transportes deu um prazo até o fim da tarde para que os grevistas voltem ao trabalho. Segundo ele, "a greve deve acabar ainda esta noite".

Um protesto logo no início da manhã terminou em confronto entre a polícia e os grevistas, com lançamento de bombas de gás lacrimogêneo e manifestantes detidos. Eles foram encaminhados para o 36º DP (Vila Mariana).

Dos 13 funcionários levados à delegacia, 11 trabalham como agentes operacionais do Metrô e dois são do setor administrativo. De acordo com informações do portal "Estadão.com", eles foram encaminhados para averiguação. Além disso, por volta das 10h, um funcionário da direção do Metrô anotava o nome de cada um dos detidos, que foram ouvidos pela polícia separadamente.

Segundo a delegada Roberta Guerra, plantonista do 36º DP, os 13 detidos assinarão um termo circunstanciado e responderão judicialmente pelo artigo 201 do Código Penal, que trata da participação em "suspensão ou abandono coletivo de trabalho, provocando a interrupção de obra pública ou serviço de interesse coletivo", informou a Secretaria de Segurança Pública, em nota.

O rodízio de veículos está suspenso nesta segunda-feira e São Paulo registra lentidão no trânsito. Os três maiores congestionamentos deste ano no horário entre as 7h e as 10h ocorreram nos três dias úteis de greve dos metroviários.

Raio-X dos Metroviários

  • 9.475 funcionários

    3.136 operadores, 1.206 manutenção, 1.147 seguranças, 1.016 técnicos

  • Piso

    R$ 1.323,55

  • Orçamento do sindicato

    R$ 5,5 milhões/ano

  • Data-base

    1º de maio

Negociações

  • Reivindicação dos metroviários

    12,2%, reivindicação anterior era de 16,5%

  • Proposta do governo do Estado

    8,7%, proposta anterior era de 7,8%

  • Decisão da Justiça

    8,7% foi o percentual decidido pelo TRT

  • Último reajuste concedido

    8%, ante INPC de 7,2%, no ano passado

Histórico de greves no metrô

  • 23.mai.2012

  • 2 e 3.ago.2007

  • 14.jun.2007

  • 15.ago.2006

  • 17 e 18.jun.2003

  • 25 e 26.jun.2001

  • 2.jun.2000

  • 9.dez.1999

  • 24.nov.1999

Cotidiano