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Pior incêndio desde 2008 completa 20 dias na Chapada Diamantina

Carlos Madeiro

Colaboração para o UOL, em Maceió

17/11/2015 19h44

Os incêndios que atingem o Parque Nacional da Chapada Diamantina, na Bahia, já são considerados os mais graves desde 2008, quando quase metade da área foi atingida. 

Ao todo, quatro focos foram registrados nesta terça-feira (17), dois deles causam destruição há pelo menos 20 dias. Quatro aviões e seis helicópteros ajudam no combate ao fogo. Dezenas de brigadistas de órgãos federais, governo do Estado e municipais, além dos voluntários, também atuam.

Segundo o coordenador substituto do parque, Cezar Gonçalves, dos quatro focos, três são muito extensos e são motivo de maior preocupação. “O outro surgiu na segunda-feira [16] e estamos avaliando”, disse.

A proliferação do fogo e dificuldade de contê-lo têm relação com o fenômeno do El Niño (fenômeno climático que altera a temperatura no oceano Pacífico e, por consequência, em todo o planeta). “O fogo está ligado ao El Niño, que aumenta o calor e, diminui chuva. A diferença deste ano é que tivemos apoios adicionais, que não tivemos em 2008. Este ano tivemos uma resposta muito boa, relativamente rápida. Claro que poderia ser melhor, mas a gente tem que atuar com o que tem na mão.” 

O número de focos diminuiu em relação a segunda-feira, quando eram registrados cinco focos. “Um deles foi debelado”, afirma Gonçalves. Segundo o coordenador, ainda não há dados exatos sobre o tamanho da destruição. “Não temos cálculos, não estamos fazendo esse avaliação agora. O foco agora é combater o fogo”, disse.

Gonçalves afirma que todos os focos em andamento foram causados por ação humana. “Não tem como saber a origem. Sei que um deles ocorre em Mucugê, onde o fogo começou na beira da estrada. Um carro parou lá e colocou fogo; nos outros não temos informação”, afirmou Gonçalves.

O maior problema no momento é quantidade de incêndios simultâneos. “A dificuldade maior é a grande extensão de área que está queimando. É difícil conseguir combater tudo de forma eficiente e simultânea. Temos que centrar esforços em alguns pontos e depois em outro ponto”, afirmou.

Mesmo com o incêndio, o parque não foi fechado para visitas. “O parque nacional tem muitas trilhas, então não temos pontos de restrição. A única trilha que eu recomendo que não faça é de Lençóis ao morro Pai Inácio, passando pelo Barro Branco. As demais trilhas estão livres”, disse. O parque tem 152 mil hectares entre os municípios de Andaraí, Ibicoara, Itaetê, Lençóis, Mucugê e Palmeiras.

O combate aos incêndios é feito por 42 brigadistas contratados pelo ICMBio (Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade). Além deles, também atuam no local o Corpo de Bombeiros, o Prevfogo (Centro Nacional de Prevenção e Combate aos Incêndios Florestais do Instituto Nacional do Meio Ambiente e Recursos Renováveis – Ibama) e sete brigadistas do Parque Nacional do Pau Brasil, em Porto Seguro. Há ainda brigadas voluntárias dos municípios de Lençóis, Palmeiras, Mucugê, Piatã, Ibicoara, Barra da Estiva e Andaraí. 

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