Cão de raça morre durante banho em pet shop de Mogi das Cruzes (SP)

Eduardo Schiavoni

Colaboração para o UOL, em Ribeirão Preto (SP)

  • Arquivo pessoal

    Theodor, cão da raça Lhasa Apso, foi levado para banho, mas acabou morrendo no pet shop

    Theodor, cão da raça Lhasa Apso, foi levado para banho, mas acabou morrendo no pet shop

Um cachorro da raça Lhasa Apso de cinco anos morreu, aparentemente enforcado, em um pet shop de Mogi das Cruzes (SP) enquanto tomava banho.

De acordo com a família dona do animal, que se chamava Theodor, a loja informou que a funcionária que realizava o serviço deixou o animal em uma pia, amarrado a uma coleira, quando saiu da sala de banho por alguns minutos e, ao chegar, encontrou o cachorro suspenso pelo equipamento, com o pescoço quebrado. Os donos do animal já pediram um laudo e afirmam que devem processar a loja. 

Os donos contaram a história nas redes sociais e a morte de Theodor tem causado intensa comoção. Natália Rong, 20, que ganhou o cachorro de presente há cinco anos, conta que Gilson Nóbrega,  padrasto dela, entregou o cachorro, na segunda-feira, às 13h30, para que ele fosse banhado no pet shop Baby Estética Animal e, três horas depois, quando foi buscar o mascote, recebeu o animal já sem vida.

"No primeiro momento, eles disseram que ele passou mal e que era pra levá-lo imediatamente ao veterinário. Meu padrasto levou em outro pet próximo e foi constatado que ele já estava morto há horas", contou.

Depois da constatação, Nóbrega voltou ao pet shop onde havia deixado Theodor para o banho e, ao questionar o que havia acontecido com o Lhasa Apso, foi informado que ele acidentalmente se enforcou.

Indignada com a falta de informações e com o que classificou de descaso, a família mandou o corpo do cachorro para a capital paulista para ser periciado e, depois de constatada a causa da morte, vão registrar o caso na polícia.

"Deram o cadáver do Theodor pro meu padrasto. Eles não avisaram a gente, ficamos sabendo só quando ele chegou lá. Disseram que houve um acidente ele acabou se enforcando, mas nem se explicar direito se explicaram", disse ela, que relatou, ainda, que a família tomará medidas judiciais contra a empresa. "Nada traz ele de volta, mas queremos que a justiça seja feita e mais nenhuma família passe por isso", disse.

Saudade

Theodor tomava pelo menos um banho por semana no local. A família era cliente do pet shop há pelo menos um ano. Segundo Patrícia Rong, mãe de Natália e também dona do cachorro, a família toda está sentindo a perda do animal, mas a forma como ele morreu causou revolta.

"Eu chamava ele de neto. Ele era muito dócil, carinhoso mesmo. Minha filha está abalada, eu não tenho ânimo nem para trabalhar. Era a alegria da casa", conta.

Já Natália conta ainda que tem recebido mensagens de apoio de centenas de pessoas depois que compartilhou o caso através das redes sociais.

Ela ressalta que tem recomendado a todas as pessoas que fazem contato para não levarem seus animais ao local onde Theodor morreu.  "Mataram o meu cachorro, levamos ele com vida e saudável e entregaram um cadáver. Peço a todos que não levem seus pets lá. Nada traz ele de volta, mas que a justiça seja feita e mais nenhuma família passe por isso", conta.

Processo

Arquivo pessoal
O cão Theodor com sua dona Natália Rong

A família acionou a Polícia Militar, que foi ao local e orientou que eles fossem à delegacia registrar o caso. Eles foram ao 1º Distrito Policial, mas foram informados que o boletim de ocorrência só poderia ser registrado após o corpo do cachorro passar por uma necropsia para determinar a causa da morte.

Procurada, a Polícia Civil confirmou a informação e ressaltou que, com o laudo, poderá fazer a investigação sobre o caso. "Nós já mandamos o corpo do Theodor para a necropsia, que será feita em São Paulo. A expectativa é que o resultado saia em até um mês. Vamos pagar R$ 650 para que o laudo seja feito, mas queremos justiça", disse Natália.

Ela também informou que, assim que o laudo chegar, a família fará o boletim de ocorrência e analisa processar o pet shop.

A reportagem tentou falar com os donos do estabelecimento, em três oportunidades diferentes, através do telefone da empresa, mas ninguém atendeu às ligações nem retornou o contato. 

Em postagem realizada ontem em seu perfil oficial, entretanto, a empresa admitiu que a morte -- classificada como o primeiro acidente em seis anos de funcionamento -- ocorreu devido ao erro da funcionária.

"Estou muito chateada e peço perdão a todos (...) infelizmente foi um erro, mas só quem pode julgar é Deus", disse a empresa no perfil.  A autora da mensagem afirmou ser a dona do pet shop. Com a repercussão da postagem, entretanto, o perfil foi apagado horas depois.

A reportagem também mandou mensagem para o perfil da filha da dona do pet shopp. Uma pessoa que se identificou como a dona do espaço chegou a responder e pediu contatos da reportagem para que o advogado da empresa fizesse contato, o que não ocorreu até o fechamento desta matéria.

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