Lama continua vazando em Mariana (MG) e chegando ao rio Doce, diz Ibama

Carlos Eduardo Cherem

Colaboração para o UOL, em Belo Horizonte

  • Lucas Lacaz Ruiz/Estadão Conteúdo

    Lama e destruição permanecem distrito de Paracatu, em Mariana, mais de dois meses após o rompimento da barragem de rejeitos

    Lama e destruição permanecem distrito de Paracatu, em Mariana, mais de dois meses após o rompimento da barragem de rejeitos

Setenta dias após o rompimento da barragem de Fundão da mineradora Samarco, em 5 de novembro do ano passado, em Mariana (MG), a lama de rejeitos de pelotas de minério de ferro continua vazando do complexo.

Nesta quinta-feira (14), uma equipe do Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Renováveis) fiscalizou as obras de contenção que estão sendo feitas pela Samarco no local.

"Trata-se de um desastre continuado", afirmou a coordenadora do Núcleo de Emergências do Ibama, Ubaldina Isaac. Segundo a especialista, embora com intensidade e densidade menores, a lama de rejeitos continua vazando de Fundão, atingindo rios da região e chegando até o rio Doce. 

Segundo a coordenadora, o dique para contenção dos rejeitos que foi construído pela mineradora ficou totalmente perdido devido às intensas chuvas que caem na região de Mariana, desde o início do ano.

"Este dique, que será refeito, deverá barrar grande parte dos resíduos sólidos que ainda estão sendo carregados para os rios. O dique ficará posicionado abaixo da barragem de Santarém e deve melhorar a qualidade da água que desce para o rio Doce", afirmou Ubaldina.

Ela explica que um dos objetivos da vistoria do Ibama era visitar três cavidades na região do desastre. No entanto, constatou-se, segundo o analista ambiental Marcelo Belisário, que "as cavidades foram totalmente soterradas pela lama e estão perdidas".

Em nota, a Samarco disse que "os trabalhos de construção do dique foram prejudicados pelas fortes chuvas registradas no final de dezembro". Ainda de acordo com o informe, "as obras  foram imediatamente retomadas, seguem em ritmo normal e devem ser entregues em fevereiro, dentro do prazo inicial previsto".

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