Prefeitura de SP recebeu 4 reclamações por dia contra taxistas em 2015

Fabiana Maranhão

Do UOL, em São Paulo

  • Newton Menezes/Futura Press/Estadão Conteúdo - 29.dez.2015

    Taxistas protestam contra proposta da prefeitura de regular transporte feito por meio do aplicativo Uber, no centro de SP

    Taxistas protestam contra proposta da prefeitura de regular transporte feito por meio do aplicativo Uber, no centro de SP

O Departamento de Transportes Públicos registrou uma média de quatro reclamações por dia contra taxistas ao longo do ano de 2015 na cidade de São Paulo. Ao todo, o órgão que fiscaliza o serviço de táxi na capital paulista recebeu 1.490 queixas.

Entre as denúncias, 30,4% (453) foram relativas à atitude desrespeitosa do condutor do táxi com o passageiro. A segunda reclamação mais frequente foi em relação ao ponto de estacionamento, que não foi respeitado (14,6% ou 217).

Queixas de táxi clandestino --10,5% (157) do total -- foram a terceira mais recebida pelo órgão ligado à Secretaria Municipal de Transportes no ano passado. Em seguida, estão denúncias de recusa de passageiro (9,6% ou 143) e de pegar passageiro a menos de cem metros do ponto de estacionamento oficialmente implantado (7,7% ou 115).

O Departamento de Transportes Públicos informa que esse tipo de transporte é vigiado 24 horas por dia por 105 fiscais. "Todos os veículos que fazem transporte individual remunerado de pessoas são fiscalizados também em blitze feitas em locais de grande circulação de pessoas, como aeroporto e rodoviárias", afirma.

Ainda segundo o órgão, o transporte feito por taxistas que desrespeitam o que determina a legislação municipal é considerado clandestino. De acordo com a lei nº 7.329, de 11 de julho de 1969, os motoristas estão sujeito a penalidades que vão de multa e advertência até suspensão ou cassação do alvará e apreensão do veículo.

O presidente do Sindicato dos Taxistas Autônomos de São Paulo, Natalício Bezerra, fala que teve acesso a esses dados e que nenhum dos taxistas denunciados é ligado à associação. "O taxista é um comerciante; nós vendemos quilômetros. Temos de tratar o passageiro com polidez e respeito", diz. Segundo Bezerra, o sindicato possui 26 mil associados. Ele estima que circulem pela capital 40 mil taxistas.

"[O taxista] me mandou descer e ir a pé"

A coordenadora de pós-produção de vídeo Roberta Bruzadin teve uma experiência negativa quando precisou de um táxi no começo de dezembro do ano passado. Ela conta que chamou um táxi por um aplicativo de celular. Estava no Alto de Pinheiros, na zona oeste da capital, e pretendia ir até a estação Vila Madalena, na linha 2-verde do metrô.

" [O taxista] acabou fazendo um caminho meio maluquinho. Quando eu avisei que ele estava errado, que era para o outro lado, ele começou a gritar, dizendo que eu devia ter avisado antes, que eu estava no telefone e não tinha prestado atenção. Falei para ele parar de ser grosseiro. Ele parou o carro no meio da rua, me mandou descer e ir a pé", lembra.

Ela diz que mandou email e mensagem para o aplicativo com os dados do motorista e do carro. "Eles nunca me retornaram", fala. Roberta Bruzadin não sabia que as denúncias contra taxistas devem ser feitas à prefeitura.

Reclamações podem ser enviadas por email, feitas pelos telefones 0/xx/11/2692-3302, 2291-5416, 2692-4094 ou por meio de mensagem para o WhatsApp 011-97205-7142."É fundamental informar pelo menos a placa do táxi e o horário da ocorrência. Os demais dados o Departamento de Transportes Públicos tem nos registros de um sistema que controla veículo, condutax, alvará etc.", explica o órgão.

Novas regras

Desde a última segunda-feira (18), os taxistas que atuam na capital paulista são obrigados a seguir uma série de normas determinadas por portaria da prefeitura. Os homens têm de usar camisa e calça social e as mulheres, "traje compatível", como tailleur.

Os taxistas estão proibidos de falar palavrão e discutir assuntos como futebol, religião e política com os passageiros. As novas regras são parecidas com as que o aplicativo de transporte Uber exige dos seus motoristas.

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