Doria diz que manterá tarifa de ônibus com ou sem ajuda do governo federal

Leandro Prazeres

Do UOL, em Brasília

  • Beto Barata - 25.out.2016/Presidência

    O presidente Michel Temer reuniu-se com João Doria (PSDB), prefeito eleito de São Paulo

    O presidente Michel Temer reuniu-se com João Doria (PSDB), prefeito eleito de São Paulo

O prefeito eleito de São Paulo, João Doria Júnior (PSDB), disse nesta terça-feira (25) que irá manter a tarifa de ônibus na capital paulista em R$ 3,80 com ou sem apoio do governo federal. A declaração foi dada após uma reunião entre Doria e o presidente Michel Temer (PMDB). "Nós já nos comprometemos e vamos manter a tarifa em R$ 3,80 no transporte público em São Paulo em 2017 [...] vamos fazer um esforço de gestão independentemente das soluções que hoje foram apresentadas ao governo", disse Doria.

O encontro entre Doria e Temer foi o primeiro desde que o empresário venceu as eleições municipais em São Paulo. Doria disse que foram debatidas alternativas para o governo ajudar algumas prefeituras do país a manter o valor das tarifas de ônibus e que o tema será analisado pela equipe econômica do governo. O prefeito eleito de São Paulo afirmou que debateu o tema com o presidente, mas que uma posição sobre o assunto ainda não foi definida pelo governo federal.

"Houve comprometimento [do governo] de estudar o assunto. O presidente Temer, junto com o ministro [Eliseu] Padilha (da Casa Civil), vão levar à área econômica a análise de algumas alternativas que foram discutidas aqui, mas o governo federal vai se manifestar na hora oportuna a respeito. Não foi um pleito de São Paulo. Foi um pleito por São Paulo para outras cidades brasileiras", afirmou Doria em entrevista coletiva após o encontro com o presidente.

Doria disse ter alternativas para manter a tarifa em R$ 3,80 mesmo sem ajuda do governo federal, entre elas, o corte de despesas. "Temos várias alternativas. Primeiro, na redução de despesas da Prefeitura de São Paulo. Algo que já faríamos de qualquer maneira independentemente desse tema, mas é uma alternativa para que a economia de recursos possa suprir essa diferença tarifária", disse o prefeito eleito.

O tucano avaliou que os impactos aos cofres municipais para não repassar a variação da inflação ao usuário de ônibus e manter a tarifa oscilam entre R$ 500 milhões e R$ 550 milhões. "Isso [manter a tarifa] representa em torno de R$ 500 milhões e R$ 550 milhões em recursos que serão necessários para essa finalidade. Isso é um problema para a dimensão de São Paulo, mas é um problema que outras cidades também terão", afirmou.

No última terça-feira (18), o coordenador da equipe de transição do tucano, Julio Semeghini, disse que, para cumprir a promessa de campanha e manter a tarifa de ônibus em R$ 3,80, o prefeito eleito teria que "arrumar" R$ 500 milhões. "Doria vai ter de arrumar R$ 500 milhões", disse.  

Eleição em primeiro turno

João Doria venceu a disputa pela Prefeitura de São Paulo no primeiro turno, com 53,3% dos votos válidos. Em segundo lugar ficou o atual prefeito, Fernando Haddad (PT).

Esta foi a primeira vez que as eleições municipais em São Paulo foram decididas no primeiro turno desde 1992, quando o segundo turno foi implementado nas eleições municipais.

A chegada de Doria à Prefeitura de São Paulo também é vista como uma vitória da ala do PSDB liderada pelo governador de São Paulo, Geraldo Alckmin.

Ele foi o principal fiador da candidatura de Doria, o que gerou conflitos internos dentro da legenda e culminou na saída do vereador Andrea Matarazzo do PSDB, que pleiteava participar da disputa. 

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