Policiais depredam plenário, vice-presidência e tapumes da Alerj em invasão

Do UOL, no Rio

Os cerca de 200 policiais que invadiram o prédio da Alerj (Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro) na tarde desta terça-feira (8) depredaram o plenário da Casa, a sala da vice-presidência e até mesmo os tapumes das obras na fachada do edifício.

O presidente da Alerj, deputado Jorge Picciani (PMDB), afirmou que a invasão do prédio por policiais é "um crime e uma afronta ao estado democrático de direito sem precedentes na história política brasileira" que de ser "repudiado".

"Os prejuízos causados ao patrimônio público serão registrados e encaminhados à polícia para a responsabilização dos culpados", afirmou, em nota o deputado.

José Lucena/Estadão Conteúdo
A mesa da Presidência da Alerj no plenário da Casa teve os vidros quebrados por policiais que ficaram em pé nos móveis no começo da invasão

Coelho/Estadão Conteúdo

Em nota, a Polícia Civil informou que irá abrir um inquérito para investigar o crime de dano ao patrimônio público ocorrido durante o ato. "Diligências estão em andamento para identificar os autores na extensão dos danos causados", afirma o texto, encaminhado pela assessoria de imprensa da corporação.

A manifestação ocorreu após o envio ao Legislativo estadual, na última sexta (4), de um plano de cortes de gastos composto de 22 de projetos de lei, entre eles iniciativas impopulares como a elevação da contribuição previdenciária de servidores ativos, inativos e pensionistas para 30% dos salários.

Kaue Pallone/Estadão Conteúdo
Os tapumes das obras na fachada da Casa foram depredados no momento da invasão

Ao final das duas horas de ocupação, os cerca de 50 policiais que ainda estavam no local deixaram o prédio pela porta da frente, de mãos dadas, ao som do Hino Nacional, cantado pelas pessoas que estavam do lado de fora da Casa.

Sem dinheiro

O governador do Rio, Luiz Fernando Pezão, afirmou em entrevista à Rádio Estadão que, no momento, só tem dinheiro em caixa para pagar sete dos 13 meses de folha salarial em 2017.

Pezão afirmou que em 2017 e 2018 o rombo nas contas públicas estaduais será de R$ 52 bilhões. Se as medidas de ajuste forem aprovadas, a estimativa do governo é que haja uma economia de R$ 28 bilhões. Dessa forma, ainda faltariam R$ 24 bilhões.https://t.dynad.net/pc/?dc=5550001577;ord=1478633486847

"Em 2017 e 2018, vamos correr atrás desse valor de R$ 24 bilhões com venda da dívida ativa, venda da folha de pagamento, antecipação dos royalties de petróleo. Mas sem as medidas de ajuste fica impossível equilibrar as contas", disse.

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