Com bombas, Choque entra em Alcaçuz (RN) para controlar presos

Carlos Madeiro

Colaboração para o UOL, em Maceió

  • Frankie Marcone/Futura Press/Estadão Conteúdo

O Batalhão de Choque da Polícia Militar voltou a entrar na penitenciária de Alcaçuz, em Nísia Floresta (RN), na manhã desta terça-feira (24). Logo no início da manhã, um ônibus com policiais chegou a Alcaçuz. Por volta das 10h30, policiais entraram no presídio e usaram bombas de efeito moral para controlar um dos pavilhões. O veículo blindado também está sendo usado na operação. Tiros não foram ouvidos. A ação pretende conter os presos nos pavilhões da unidade para realização de obras no local e iniciar uma varredura de armas, drogas e celulares.

A PM ainda está trabalhando para controlar os presos e, assim, possibilitar as obras de reconstrução da unidade.

Além de garantir as obras, a polícia também prometem fazer uma varredura nos pavilhões em busca de armas telefones e drogas. Desde a segunda-feira da semana passada, presos são flagrados com armas e celulares dentro da unidade, inclusive em constante contato com familiares do lado de fora.

Segundo a Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social, as obras de reparos devem se concentrar nos pavilhões 2 e 3 e na construção do muro de concreto.

Desde sábado, contêineres foram colocados para separar presos do pavilhão 5 --integrantes do PCC (Primeiro Comando da Capital)-- dos que estão nos demais pavilhões --onde ficam integrantes do Sindicato do RN e da "massa", como são chamados os presos sem facção.

A colocação desses contêineres deve ser concluída nesta terça com o apoio do polícia. Eles são uma medida paliativa até um muro de concreto seja erguido --o que deve acontecer dentro de 20 dias.

O governo também anunciou a instalação de uma cerca externa com sistema de alarme, reparo de três guaritas, implantação de um sistema de videomonitoramento e a limpeza da vegetação do entorno.

Segundo a secretaria, 71 agentes da Força de Intervenção Penitenciária vão chegar ao Estado ainda hoje para ajudar na contenção dos presos e, assim, retomar o controle da unidade.

Além disso, o Estado está realizando concurso para contratar 41 agentes penitenciários efetivos. Outros 700 agentes penitenciários temporários também devem ser contratados --o que é alvo de protestos e ameaça de greves dos agentes efetivos.

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