Diego Herculano/AFP

Violência no Rio

Familiares tentam impedir troca de soldados em batalhão e batem boca com PM

Ronald Lincoln Jr

Colaboração para o UOL, no Rio

No bairro do Méier, na zona norte do Rio, manifestantes tentam impedir que policiais troquem de turno até mesmo fora do 3° Batalhão, responsável pelo policiamento da região.

Os portões do quartel estão sendo obstruído por 20 mulheres, parentes de policiais. Assim como em outros batalhões, elas revistam carros particulares e homens que deixam os batalhões para impedir que saiam com a farda para o serviço.

O movimento, porém, observou que agentes tentam driblar o bloqueio fazendo a rendição de soldados em ruas próximas.

Jussara Machado, 56, mãe de um policial, junto de outras quatro manifestantes impediram que um veículo policial deixasse a rua Lucídio Lago. Os policiais pediram para que fossem liberados, argumentando que o carro não seria usado para serviço, mas levado para manutenção. Mas elas não permitiram.

"Eu sou mãe, não quero que eles saiam para a rua. Estamos fazendo isso pelo bem deles. Se deixarmos um carro sair, nosso movimento enfraquece. Acho que outras mães deveriam nos ajudar", afirmou. Elas contam que um agente rasgou um cartaz enquanto tentava sair do Batalhão.

Às 17h, um grupo de policiais tentou sair do batalhão e houve uma discussão ríspida com as mulheres que posicionadas no portão, fazendo uma barreira.

Os soldados responderam de forma dura que precisavam sair para socorrer outros policiais que estavam em confronto com bandidos, além de atender a uma ocorrência de sequestro. E retiraram do caminho objetos, como cadeiras e faixas que impediam a saída.
 


 

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