Homens invadem hospital e matam liderança do MST em Parauapebas (PA)

Aliny Gama

Colaboração para o UOL, em Maceió

  • Reprodução

    Waldomiro Costa Pereira, uma das lideranças do MST no Pará, foi assassinado em um hospital de Parauapebas (PA)

    Waldomiro Costa Pereira, uma das lideranças do MST no Pará, foi assassinado em um hospital de Parauapebas (PA)

Três homens armados invadiram o Hospital Geral de Parauapebas, sudoeste do Pará, e assassinaram a tiros o militante do MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra) Waldomiro Costa Pereira na madrugada desta segunda-feira (20). Ele estava internado na UTI. Até agora, nenhum suspeito de cometer o crime foi preso.

Ele estava internado desde a noite de sábado (18), depois que foi baleado por dois homens não identificados quando estava no seu lote de terra, localizado no Assentamento 17 de Abril, zona rural do município. Os dois homens encapuzados teriam chegado em uma moto e disparado contra a vítima.

A Polícia Civil do Pará informou que instaurou inquérito para investigar o crime e que, até agora, nenhum suspeito de cometer a tentativa de homicídio e o assassinato foi preso. 

Ainda segundo a polícia, um grupo de policiais civis do NAI (Núcleo de Apoio à Investigação), das seccionais de Marabá e de Parauapebas, e a Divisão de Homicídios, localizada em Belém, foram designados para atuar nas investigações que ocorrerão em conjunto com a delegacia do município de Eldorado dos Carajás. As linhas de investigação não foram informadas para não atrapalhar o trabalho.

De acordo com a polícia, vigilantes do hospital contaram que foram rendidos por cinco homens armados e encapuzados por volta das 2h30 da madrugada. Três homens invadiram o hospital, seguiram até a UTI e assassinaram a tiros o militante do MST. Os outros dois ficaram na entrada do hospital até que o grupo retornasse e fugisse. A ação durou cerca de três minutos e foi captada pelas câmeras do circuito interno. Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, as imagens serão entregues assim que a polícia solicitar.

O MST afirmou, em nota, que desconhece a motivação do assassinato e que Pereira não participava, no período, de nenhuma negociação agrária. Ele se dedicava aos trabalhos agrícolas no seu lote desde que conseguiu a terra.

"Como movimento de luta pela vida, repudiamos toda e qualquer forma de violência contra homens e mulheres. Este é mais um assassinato de trabalhadores no Pará, em que o governo é culpado pela sua incompetência em cuidar da segurança da população e praticado em função da negligência do Estado em apurar e punir os crimes desta natureza. Há alto índice de impunidade que se tornou corriqueiro, bem como a ação de grupos de milícias criminosas", afirmou o MST.

Pereira era integrante do MST desde 1996 e uma das principais lideranças na região sudoeste do Pará. Ele também era militante no PT (Partido dos Trabalhadores). Recentemente, ele tinha assumido o cargo de assessor de gabinete da prefeitura de Parauapebas na gestão do prefeito Darci Lermen (PMDB).

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