Reforma trabalhista

Comparados a impeachment, atos são pontuais e podem encorajar reformas, diz Serraglio

Felipe Amorim

Do UOL, em Brasília

  • Ananda Borges/Câmara dos Deputados - 16.abr.2016

O ministro da Justiça, Osmar Serraglio (PMDB), afirma que os protestos em todo o país nesta sexta-feira (28) foram "pontuais" e que, ao contrário do esperado, podem "encorajar" deputados e senadores a aprovarem as mudanças nas leis trabalhistas e na Previdência pretendidas pelo governo Temer.

"Se nos tivéssemos aquelas multidões que nós tivemos quando mobilizamos em busca do impeachment, teria repercussão [no Congresso]", disse.

"Agora, verificar como esses fatos de hoje ocorreram, eu acho que vai encorajar, ao contrário de intimidar, vai encorajar os parlamentares a observar que a grande massa da sociedade esta absolutamente de acordo com o que está acontecendo, com o que está ocorrendo, a expectativa de que a gente efetivamente acerte e corrija esse país", afirmou Serraglio, em conversa com a reportagem do UOL por telefone.

As maiores capitais do país registraram manifestações nesta sexta-feira contra a reforma da Previdência e a reforma trabalhista propostas pelo governo do presidente Michel Temer (PMDB).

Opositores às reformas afirmam que as medidas retiram direitos dos trabalhadores ao alterar pontos da CLT (Consolidação das Leis Trabalhistas) e endurecer as regras para conseguir a aposentadoria.

O governo Temer tem defendido os projetos como uma forma de melhorar as contas públicas e gerar empregos.

Protestos marcam dia de greve geral pelo Brasil


Cidades como São Paulo, Rio de Janeiro, Curitiba e Recife tiveram problemas no transporte público pela manhã e ficaram com ruas vazias e lojas e pontos comerciais fechados.

As manifestações tiveram o apoio das centrais sindicais, que convocaram uma greve geral para esta sexta-feira.

Para Serraglio, o resultado da greve foi "tímido".

"Pode até haver quem tenha aderido. Mas o que quero dizer é que não teve a expressão que se anunciava. Numa greve geral, as consequências e a visibilidade certamente são outras, não a que nos percebemos. Essas paralisações são muito pontuais", afirmou o ministro.

 

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