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Roger Abdelmassih deve ter alta hospitalar e voltar para casa nesta terça (15)

07.ago.2017 - Roger Abdelmassih chega ao hospital Albert Einstein, onde está internado - Reprodução/TV Globo
07.ago.2017 - Roger Abdelmassih chega ao hospital Albert Einstein, onde está internado Imagem: Reprodução/TV Globo

Luís Adorno

Do UOL, em São Paulo

14/08/2017 16h08Atualizada em 14/08/2017 16h08

O ex-médico Roger Abdelmassih, 73, internado no hospital Albert Einstein, em São Paulo, desde o dia 7 deste mês, deve ter alta hospitalar e voltar para casa, no Alto de Pinheiros, onde cumpre prisão domiciliar, nesta terça-feira (15).

A informação foi passada ao UOL pelo advogado de Abdelmassih, Antônio Celso Fraga. Abdelmassih foi diagnosticado com infecção bacteriana no sistema urinário. O hospital informa que o ex-médico segue internado.

Assim que sair do hospital, Abdelmassih, que chegou a ser considerado um dos principais especialistas em reprodução assistida do Brasil, vai voltar ao apartamento de alto padrão onde vive com com sua mulher, a procuradora Larissa Sacco Abdelmassih, e os dois filhos do casal.

Condenado a 181 anos de prisão por 48 estupros cometidos contra 47 mulheres, Abdelmassih está em prisão domiciliar desde o dia 4 de julho, quado a Justiça entendeu que, por ele estar com a saúde debilitada, a penitenciária de Tremembé, onde cumpria pena, não tinha a capacidade de tratá-lo da forma adequada.

Tremembé x prisão domiciliar

No final de semana, enquanto estava internado, Abdelmassih viveu o dilema de não saber para onde iria quando recebesse alta hospitalar.

12.ago.2017 - Roger Abdelmassih, 73, internado e com tornozeleira eletrônica - Divulgação/Antonio Celso Fraga - Divulgação/Antonio Celso Fraga
Abdelmassih internado e com tornozeleira
Imagem: Divulgação/Antonio Celso Fraga

Na sexta-feira (11), a juíza Sueli Zeraik Armani determinou a perda ao direito da prisão domiciliar por problemas nas tornozeleiras de São Paulo. O desembargador Ronaldo Sérgio Moreira da Silva, no entanto, revogou a decisão no domingo (13). Assim, quando sair do hospital, o ex-médico volta para casa.

A sentença que determinava que Abdelmassih voltasse a Tremembé é reflexo do rompimento do contrato do governo com a empresa responsável pelo monitoramento de quase 7.000 presos por meio de tornozeleira eletrônica.

Falhas na emissão de sinal da tornozeleira de Abdelmassih foram registradas desde que ele voltou para casa. O sinal indicava que o ex-médico estaria distante do apartamento e se locomovendo em alta velocidade. Minutos depois, porém, os sinais indicavam que ele estava de volta.

A decisão de anular a sentença da juíza teve como argumento o fato de que uma "deficiência ou falha estrutural do Estado" não podia penalizar o ex-médico condenado. De acordo com o desembargador, não havia indicações de que ele descumpriu as condições da prisão domiciliar.

Condenado por 48 estupros

Abdelmassih foi condenado por 48 estupros, de 37 pacientes. Antes de ser preso, ele ficou foragido por três anos e chegou a liderar a lista de procurados do governo de São Paulo. Ele foi localizado em agosto de 2014, em Assunção, no Paraguai, de onde foi deportado.

Desde então, o chamado "médico das estrelas" esteve no presídio de Tremembé, no interior de São Paulo, onde estão condenados por crimes de grande repercussão ocorridos em São Paulo, como Alexandre Nardoni, Mizael Bispo e Suzane von Richthofen, por exemplo.

De lá para cá, o ex-médico passou por uma série de internações, incluindo uma cirurgia para a colocação de um stent no coração. Ele também chegou a ser levado em estado grave com insuficiência respiratória ao hospital e, em outra oportunidade, ficou internado para tratar uma pneumonia.

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