Homem mata ex-sogra, confessa crime em rede social e é preso em Rondônia

Demétrio Vecchioli

Colaboração para o UOL

  • Reprodução

    Homem matou a ex-sogra e confessou crime no Facebook antes de se entregar

    Homem matou a ex-sogra e confessou crime no Facebook antes de se entregar

Um crime brutal chocou os moradores da cidade de Guajará-Mirim, no interior de Rondônia, na noite de quarta-feira (13). Cléber Lopes da Silva foi até a casa da ex-sogra, onde a encontrou sentada em frente ao portão, e matou a mulher com um tiro à queima-roupa, no rosto. Horas depois, o homem confessou o crime pela rede social Facebook antes de ser preso em flagrante.

Silva, que trabalha como vigilante, culpava a ex-sogra - Ana Maria Carvalho Rodrigues, de 63 anos - pelo fim do relacionamento entre ele e a filha da vítima, Leonara. Na postagem que fez na rede social, deixou claro esse sentimento.

"Mentiu para mim durante sete anos, depois me abandonou e por último me iludiu pelo Whatsapp, Messenger, Facebook, falando que iria voltar. Me deu data e tudo: 15 de outubro. Mulher nenhuma pode fazer isso, brincar com o sentimento do outro. Não aguentei tanto sofrimento. Feliz, Leonara, por ter escutado e tomado a decisão da sua mãe e de ter dado ouvido a um pastor de merda? Olha a desgraça que deu", postou Cléber - o texto foi editado pela reportagem do UOL para melhor compreensão.

De acordo com o delegado titular da delegacia de Polícia Civil de Guajará-Mirim, Lawrence Lachi, que realizou a oitiva do assassino durante a madrugada desta quinta, o homem relatou que viveu um relacionamento de sete anos com Leonara, cheio de altos e baixos.

Recentemente, ela teria ido morar em Porto Velho, para se afastar dele, mas os dois retomaram os contatos pelo telefone e pelas redes sociais. A ex-companheira, sempre de acordo com Silva, chegou a afirmar que retomaria a relação, mas deixou de se comunicar com o vigilante, bloqueando-o em redes sociais e deixando de atender seus telefonemas, depois de receber a visita da mãe, há cerca de 15 dias.

"Ele atribuiu esse isolamento à sogra. Foi nutrindo esse ódio e praticou homicídio passional. Ele não é reincidente, não tem histórico, e pelo que foi apurado na comunidade, é um cara que é bem quisto. É o típico crime passional", diz o delegado.

O crime teve diversas testemunhas, que acionaram a Polícia Militar e os Bombeiros. Ana Maria chegou a ser socorrida com vida, mas morreu antes de chegar ao hospital de Guajará-Mirim. Já a PM começou a procura por Cléber, conseguindo contato telefônico com ele por meio de amigos e familiares.

A todo momento, Silva ameaçava se matar, mas a polícia conseguiu chegar ao seu esconderijo antes que ele cometesse tal ato. O assassino foi preso em flagrante, entregou a arma do crime, as quatro balas calibre 38 que sobraram e os dois projéteis usados. Segundo relatou à polícia, o vigilante ainda tentou se matar após cometer o crime, mas a arma falhou e atingiu de raspão sua arma.

Temendo as reações da população, Silva não foi levado à delegacia de Guajará-Mirim, mas à de uma cidade vizinha, onde depôs "transtornado", de acordo com o delegado. Ele também não ficou na casa de detenção provisória da cidade, sendo mandado diretamente para uma ala especial do presídio de Guajará-Mirim, para protegê-lo de qualquer tentativa de vingança.

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