Adolescente de GO é transferido para centro de internação; sentença sai em até 45 dias

Janaina Garcia

Do UOL, em São Paulo

  • Luciana Amaral/UOL

    Imagem da arma usada pelo adolescente de 14 anos que matou dois colegas e feriu outros cinco em escola de Goiânia

    Imagem da arma usada pelo adolescente de 14 anos que matou dois colegas e feriu outros cinco em escola de Goiânia

O adolescente que matou dois colegas de sala e feriu outros quatro no Colégio Goyazes, em Goiânia, foi transferido no final da tarde desta segunda-feira (23) da delegacia onde estava apreendido desde o dia do ataque, na sexta (20), para um centro de recuperação de adolescentes infratores.

A informação é do delegado Luiz Gonzaga Júnior, que coordena a investigação do caso pela Depai (Delegacia de Polícia de Apuração de Atos Infracionais), onde o garoto estava. Venceria amanhã o prazo para a permanência dele no local.

O delegado alegou razões de segurança para não informar o local ou as condições do centro para onde o adolescente foi encaminhado

"Ele foi encaminhado a um centro de internação; está, portanto, sob a égide do Juizado de Infância e Juventude, o qual deliberará sobre o período de internação dele, que pode ser, pela lei brasileira, de no máximo três anos", afirmou o delegado. "Mas o promotor já se manifestou pela internação provisória do adolescente, e, com essa transferência, ele já está em internação provisória. Agora a Justiça tem até 45 dias para dar uma sentença definitiva", definiu.

Nesta segunda pela manhã, o delegado tomou o depoimento do pai do adolescente, o major da Polícia Militar Divino Aparecido Malaquias. De acordo com o delegado, o major informou que o filho passou por tratamento psicológico há alguns meses, mas não precisou por quanto tempo, nem por qual motivo. "Ele confirmou que nunca, em casa, ninguém ensinou o filho a atirar; disse que ele aprendeu pela internet", descreveu Gonzaga Júnior.

Marcello Dantas/O Popular/Estadão Conteúdo
Movimento no colégio Goyases, em Goiânia, após ataque de estudante contra colegas

O major ainda confirmou que a arma utilizada pelo filho, uma pistola calibre .40, pertencia à mulher, também policial, e disse não saber se o filho sofria ou não bullying dos colegas atingidos pelos disparos – entre os quais, dos alunos João Pedro Calembo e João Vitor Gomes, ambos de 13 anos, mortos no ataque. "Ele disse que o filho sempre teve um bom relacionamento familiar, mas que nunca relatou uma eventual situação de bullying ou perturbação psicológica --nem a coordenação ou professores do colégio nos trouxeram que isso poderia ter ocorrido", disse o delegado.

ARTE ESTADO/INFOGRÁFICO/ESTADÃO CONTEÚDO
Ainda segundo o delegado da Depai, o major informou em depoimento que o filho passou por tratamento psicológico há alguns meses, mas não precisou por quanto tempo, nem por qual motivo. "Ele confirmou que nunca, em casa, ninguém ensinou o filho a atirar; disse que ele aprendeu pela internet", descreveu Gonzaga Júnior.

O chefe do inquérito deve retomar nesta quarta (25) os depoimentos, já que amanhã é feriado em Goiânia. Entre os ouvidos, estará um sobrevivente de 13 anos que teve alta ontem, além de parentes das vítimas e elas próprias, à medida em que tenham alta dos hospitais onde seguem internadas. Peritos do caso também podem ser chamados a depor a fim de esclarecer, por exemplo, a disposição dos mortos e feridos na sala em relação ao atirador.

A policial que é mãe do adolescente será chamada a depor, informou o delegado, assim que tiver alta de um hospital privado para onde foi levada assim que soube do ocorrido. A Corregedoria da PM instaurou procedimento para apurar como o adolescente teve acesso à arma que estava sob a responsabilidade da mãe, que tem mais de 20 anos de corporação.

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