Receita acha 936 kg de cocaína e faz maior apreensão do ano no porto de Santos

Luis Kawaguti

Do UOL, em São Paulo

A Receita Federal apreendeu nesta segunda-feira uma carga de 936 quilos de cocaína que seguiria de navio para a França, na Europa, escondida em um contêiner. Foi a maior quantidade da droga encontrada de uma só vez neste ano no porto de Santos, no litoral de São Paulo.

A rota marítima que leva cocaína de países andinos para a Europa por meio de portos brasileiros tem crescido nos últimos anos. Em 2016, foram apreendias 15 toneladas da droga em portos brasileiros. A quantia é dez vezes maior que a apreendida no ano anterior. Só no Porto de Santos em 2017 o total de apreensões já passa de 10 toneladas.

A droga apreendida nesta segunda-feira estava escondida em uma carga de folhas de pasta de celulose. O destino final do contêiner seria o porto de La Havre, na França.

A apreensão foi realizada por auditores fiscais e analistas-tributários da Divisão de Vigilância e Controle Aduaneiro da Alfândega da Receita Federal no porto de Santos, com a colaboração da Aduana Francesa. A droga foi entregue à Polícia Federal.

Receita Federal / Divulgação
Cocaína apreendida no Porto de Santos seguia para porto francês

Segundo autoridades da Receita Federal, a técnica usada para esconder a droga é conhecida como "rip-off loading". Ela consiste em esconder a cocaína em um contêiner sem o conhecimento do exportador. Geralmente, o contêiner é violado a caminho do porto ou até mesmo dentro de terminais portuários.

O transporte dos países produtores - especialmente a Bolívia - é feito por membros da facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital). A droga segue da Bolívia para o Paraguai e depois cruza a fronteira terrestre brasileira.

De lá segue escondida em carros e caminhões até os portos. Ela pode ser embarcada em navios que seguem para a Europa tanto por meio da violação de contêineres como por içamento em alto mar a partir de pequenas embarcações.

Quando chega na Europa, a cocaína é desembarcada e distribuída por quadrilhas locais, especialmente italianas e sérvias.

Autoridades policiais devem investigar agora quem era o responsável pela remessa apreendida.

Traficantes corrompem trabalhadores portuários para mandar drogas à Europa

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