Policiais militares e civis encerram paralisação no RN

Carlos Madeiro

Colaboração para o UOL, em Maceió

  • Reprodução/Sinpol-RN

    9.jan.2018 - Policiais civis do RN decidem encerrar paralisação

    9.jan.2018 - Policiais civis do RN decidem encerrar paralisação

Os policiais militares, civis e bombeiros do Rio Grande do Norte decidiram, nesta terça-feira (9), encerrar o movimento que reduziu o efetivo nas ruas e o funcionamento de delegacias desde dezembro.

O governo do Estado se comprometeu a fornecer as condições para que os PMs voltem ao trabalho, como novas viaturas e manutenção das que tinham problemas, segundo informou Roberto Campos, presidente da Associação de Cabos e Soldados. Até sexta-feira (12), serão locadas 50 viaturas para que os policiais retornem ao trabalho normalmente, informou Campos.

O governador garantiu que não vai haver nenhum tipo de revanchismo, disse Campos, sobre a não punição de policiais. "Esse era um ponto de pauta, e apesar de não estar no acordo, o governador garantiu que não vai haver nenhum tipo de revanchismo. Não teria sentido punir policiais por não trabalharem sem condições e sem salários."

Na noite de hoje, um termo com o acordo fechado foi assinado e será levado apenas para conhecimento dos militares nesta quarta-feira (10), às 10h. Pela manhã, em assembleia, os militares já haviam aceitado a proposta do governo que previa o pagamento do salário de dezembro na próxima sexta e a melhoria nas condições de trabalho.

Os policiais civis estavam em mobilização desde 20 de dezembro, cobrando o pagamento de salários atrasados. Durante a paralisação, apenas as duas delegacias plantonistas de Natal estavam funcionando para os procedimentos urgentes. As demais delegacias estavam fechadas.

A decisão dos policiais civis foi tomada após encontro com o governo do Estado, em que ficou acertado, nesta segunda, o compromisso de quitação do pagamento de dezembro até a próxima sexta-feira (12). O 13º referente a 2017 ainda não foi pago. Ontem, o RN depositou o que restava dos salários de novembro.

Durante os 21 primeiros dias da greve (sem contar esta terça), foram registradas 144 mortes violentas no Estado, de acordo com dados do Obvio (Observatório de Violência Letal Intencional) do RN.

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A proposta de pagamento na sexta foi feita somente aos policiais civis e militares. O governo não informou como se daria a quitação das remunerações dos demais servidores.

Atualmente, o Rio Grande do Norte conta com 2.800 homens das Forças Armadas e da Força Nacional de Segurança Pública. O prazo inicial para presença das forças é até o dia 12 de janeiro.

Nesta terça-feira, o governador do Rio Grande do Norte, Robinson Faria (PSD), se reuniu com deputados estaduais para apresentar detalhes do pacote de ajuste fiscal que será encaminhado à Assembleia Legislativa.

Entre as medidas propostas pelo governo e que já tramitam no Legislativo, estão o aumento da alíquota de Previdência de 11% para 14% aos servidores, a criação de um teto de gastos, a demissão de servidores e a venda de órgãos públicos.

Governador condicionou pagamento a fim da paralisação

Em sua primeira entrevista desde o início do movimento das polícias Civil e Militar, o governador do Rio Grande do Norte, Robinson Faria (PSD), afirmou, na tarde de segunda-feira, que o protesto dos policiais tem cunho político. Ele disse que não falta estrutura para trabalho na segurança pública --uma das principais queixas dos agentes. Ele ainda afirmou que pediu ao presidente Michel Temer (PMDB) a manutenção das tropas federais até que o movimento acabe.

Na ocasião, o governador afirmou que pretendia pagar os salários dos policiais apenas com a confirmação da volta ao trabalho. Faria afirmou que está trabalhando para buscar saídas para o caos financeiro do Estado, que ainda deve as folhas de dezembro e 13º a todos os servidores.

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