Violência no Rio

Operações policiais no Rio deixam 6 mortos em 10 horas

Do UOL, no Rio

  • Gabriel de Paiva/Agência O Globo

    Durante abordagem, policial civil pede para que homem levante a cabeça e abra a boca a fim de verificar se ele possui e/ou consumiu algum tipo de entorpecente

    Durante abordagem, policial civil pede para que homem levante a cabeça e abra a boca a fim de verificar se ele possui e/ou consumiu algum tipo de entorpecente

Ao menos seis pessoas morreram em três operações policiais realizadas na cidade do Rio de Janeiro entre 6h e 16h desta terça-feira (30). 

De acordo com a Polícia Civil, três suspeitos foram mortos em confrontos durante ação na favela do Jacarezinho, na zona norte da cidade, para localizar e prender suspeitos da morte do delegado Fábio Monteiro. Eles chegaram a ser socorridos, mas não resistiram aos ferimentos. Doze suspeitos foram presos no Jacarezinho e encaminhados para a Cidade da Polícia.

Outros dois suspeitos morreram durante operação da Polícia Militar na Rocinha, na zona sul.

Já o tenente Eduardo de Barros Almeida, 30, foi morto em uma ação na favela Parque Royal, na Ilha do Governador, também na zona norte.

Segundo a PM, os policiais foram recebidos a tiros por criminosos e, durante o confronto, o agente foi atingido. Ele chegou a ser levado para o Hospital Municipal Evandro Freire, também na Ilha do Governador, mas não resistiu aos ferimentos.

Confrontos no Jacarezinho

O corpo do delegado Fábio Monteiro foi encontrado na favela do Arará (em Benfica, também na zona norte), em 12 de janeiro, com marcas de tiros e sinais de tortura. De acordo com as investigações, o policial foi assassinado por traficantes do Jacarezinho.

A página OTT (Onde Tem Tiroteio), que faz um mapeamento não oficial de confrontos armados na cidade, publicou no Facebook, por volta das 7h, um alerta para os moradores da região do Jacarezinho. A troca de tiros teria ocorrido nas localidades conhecidas como Fundão e 15, logo na chegada dos policiais.

Usuários também relataram o clima de instabilidade na favela. "Parece até despertador", afirmou Carlos Melo Mallet, no Facebook. "O povo do Jacarezinho não tem paz", respondeu Gabriel Lima.

A ação na favela da zona norte também visa o cumprimento de mandados de prisão contra criminosos investigados pelo assassinato do policial civil Bruno Guimarães Buhler, que trabalhava na Core (Coordenadoria de Recursos Especiais), a divisão de elite da instituição.

Bruno, 36, morreu após ter sido baleado durante uma operação contra o tráfico no Jacarezinho, em agosto do ano passado. Atingido no pescoço, ele ainda chegou a ser levado para o Hospital Geral de Bonsucesso, na zona norte, mas não resistiu ao ferimento.

Após a morte do policial, a favela conviveu com uma série de operações da polícia e tiroteios diários. Em nove dias, ao menos sete pessoas morreram. Alunos de escolas na região tiveram as aulas suspensas por questões de segurança.

Gabriel de Paiva/Agência O Globo
Suspeitos detidos no Jacarezinho são levados para a Cidade da Polícia, na zona norte carioca

A Polícia Civil ainda não informou quantas ordens judiciais foram expedidas para a ação de hoje. Segundo reportagem da "TV Globo", oito pessoas haviam sido detidas em flagrante até 9h. Até o momento, não há um balanço oficial.

A comunidade do Jacarezinho é vizinha à Cidade da Polícia, onde trabalhavam os dois policiais assassinados. O local abriga as sedes das delegacias especializadas.

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