PUBLICIDADE
Topo

Cotidiano

Dos 14 aos 93 anos, mulheres querem manter vivo legado de Marielle

"Cria da Maré", vereadora usava mandato para denunciar violência

UOL Notícias

Taís Vilela

Do UOL, no Rio

21/03/2018 13h49

O ato ecumênico em homenagem à vereadora Marielle Franco (PSOL) e ao motorista Anderson Gomes que reuniu milhares de pessoas na quarta-feira (21), na Cinelândia, no centro do Rio de Janeiro, contou com a participação feminina maciça. Nas camisetas, a frase: "lute como uma Marielle".

A manifestação reuniu mulheres de diferentes idades, de adolescentes a idosas --a reportagem do UOL conservou manifestantes de 14 aos 93 anos. Os perfis delas são diversos, mas o discurso o mesmo: manter vivo o legado de Marielle, que obteve a quinta maior votação na Câmara Municipal.

A estudante Letícia Santana, 14 - Taís Vilela/UOL - Taís Vilela/UOL
"Quero ser um dia como Marielle", diz a estudante Letícia Santana, de 14 anos
Imagem: Taís Vilela/UOL

Para a advogada Maria Soares, 93, o assassinato brutal não pode apagar seu legado. "Marielle lutava por tudo que eu acredito, era uma força que tínhamos nas mãos para conseguir alguma melhora."

A estudante Letícia Santana, 14, que foi ao ato com a mãe, vê em Marielle um exemplo. "Ela tem todas as características que eu tenho: negra, mulher, da favela. Ela é uma referência para mim. Como eu sou jovem, eu quero ser um dia como ela."

A advogada Maria Soares, 93, - Taís Vilela/UOL - Taís Vilela/UOL
"Marielle lutava por tudo que eu acredito", diz a advogada Maria Soares, de 93 anos
Imagem: Taís Vilela/UOL

A projeção de Letícia se reflete na observação da psicóloga Vânia Guedes, 68. "Quiseram apagar a luz da Marielle, só que ela virou uma estrela, ela explodiu em milhares de Marielles", afirmou.

Cotidiano