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Homem acusado de jogar mulher do 3º andar em Brasília é denunciado por feminicídio

Carla Zandoná morreu após cair do terceiro andar do prédio onde morava - Reprodução/Facebook
Carla Zandoná morreu após cair do terceiro andar do prédio onde morava Imagem: Reprodução/Facebook

Rafael Pezzo

Colaboração para o UOL

22/08/2018 15h34

O Ministério Público do Distrito Federal ofereceu, nesta terça-feira (21), denúncia contra Jonas Zandoná, acusado de jogar a mulher, Carla Graziele Rodrigues Zandoná, de 37 anos, da janela do apartamento do casal, que fica no terceiro andar de um prédio localizado na Asa Sul, em Brasília. O crime aconteceu por volta das 17h50 de 6 de agosto.

A denúncia foi elaborada pela 3ª Promotoria de Justiça do Tribunal do Júri de Brasília. Segundo o documento, ao qual o UOL teve acesso, Zandoná responderá por homicídio triplamente qualificado, por motivo fútil, “consistente de desavenças entre o denunciado e a vítima, que se agravaram pelo uso de bebidas alcoólicas”; meio cruel, com "brutalidade fora do comum", emprego de "sofrimento intenso e desnecessário"; e feminicídio, "pois praticado contra mulher por razões da condição de sexo feminino, em contexto de violência doméstica e familiar".

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O julgamento, que será realizado pelo Tribunal do Júri, ainda não tem prazo para ser realizado. Até a publicação desta nota, os advogados de defesa ainda não haviam sido indicados. Após se trancar no apartamento e tentar impedir a entrada dos policiais militares, o acusado foi encontrado embriagado e empunhando uma faca.

Em depoimento, o Zandoná afirmou que não sabia o que tinha acontecido porque estava dormindo quando a mulher caiu. No entanto, essa versão foi desmentida por uma testemunha que, ao ver Carla caindo da janela, ligou para o interfone do apartamento e foi atendida pelo suspeito, que desligou logo em seguida. Segundo a PM, o disse a um outro preso que havia matado a mulher.

"Ele já tinha histórico de violência doméstica. Em 2015, a sogra dele registrou uma lesão no braço. Em 2016 e 2017, foi a vez de Carla", explicou ao UOL o delegado João de Ataliba Neto.

"A partir destes casos, pudemos observar que houve uma progressão na violência doméstica, até culminar com este último incidente da morte dela", declarou Neto. Outras testemunhas também contaram à investigação que o casal brigava constantemente.

"Em todas as denúncias anteriores, ele também sempre se escondeu atrás da bebida, afirmando que não se lembrava do acontecera, que estava embriagado no dia. Desta vez, conseguimos provar o contrário", completou o delegado.

Cotidiano