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CRM e polícia investigam morte de mulher de 35 anos após cirurgia plástica

Fabiana Vieira dos Reis Bezerra, morta após realizar cirurgia plástica em Brasília - Reprodução/Facebook
Fabiana Vieira dos Reis Bezerra, morta após realizar cirurgia plástica em Brasília Imagem: Reprodução/Facebook

Jéssica Nascimento

Colaboração para o UOL, em Brasília

12/03/2019 15h49

O Conselho Regional de Medicina do Distrito Federal e a Polícia Civil do Distrito Federal estão investigando as circunstâncias da morte de Fabiana Vieira dos Reis Bezerra, de 35 anos. Ela morreu no dia 4 após realizar uma lipoaspiração e abdominoplastia em uma clínica da Asa Sul, no centro de Brasília.

Segundo o boletim de ocorrência, a qual o UOL teve acesso, o procedimento cirúrgico em Fabiana começou por volta das 16h no Hospital das Plásticas de Brasília e durou cerca de seis horas. A paciente foi encaminhada para a sala de recuperação, mas apresentou sintomas de uma parada cardíaca. A equipe médica realizou manobras de reanimação durante uma hora, mas Fabiana não resistiu e morreu por volta das 23h30.

O marido da vítima, Jeferson Bezerra, relatou à polícia que questionou o cirurgião plástico Eric Yin sobre a ausência de uma UTI (Unidade de Terapia Intensiva) na clínica. "Ele [Yin] afirmou que o local contava com uma UTI móvel e que, em poucos minutos, Fabiana seria deslocada para um hospital particular próximo, caso precisasse. Mas a ambulância só chegou 30 minutos depois da ligação", disse em depoimento. 

Mas, segundo a secretaria de Saúde do Distrito Federal, o local não precisava de uma UTI, pois a intervenção era do tipo 3 e o hospital atendia às exigências feitas para procedimento deste nível. A secretaria informou ainda que a clínica possuía licença sanitária válida, que foi renovada em fevereiro deste ano e vence em 2020. 

Em nota, o Hospital das Plásticas de Brasília informou que Fabiana esteve todo o tempo acompanhado por uma equipe completa, estando presentes o médico responsável pela cirurgia, o anestesista e o médico plantonista. O texto também disse que os profissionais não mediram esforços para reverter o quadro da paciente. 

"O hospital informa, ainda, que tem todas as autorizações de funcionamento regulares e válidas e que adota em todos os seus procedimentos as melhores práticas médicas. Além de prestar assistência e as informações aos familiares, após a constatação do falecimento da paciente e todos os órgãos competentes", explicou o hospital, que disse aguarda o resultado dos laudos periciais.

Já o médico Eric Yin, responsável pelo procedimento, disse que só vai se pronunciar quando o laudo do IML for emitido. Segundo o delegado responsável pelo caso, o documento deve sair em até 30 dias. 

Procurado pelo UOL, o marido de Fabiana alegou que também vai esperar o fim das investigações para se pronunciar. Nas redes sociais, ele lamentou a morte da mulher. "Não existe partida para aqueles que permanecerão eternamente em nossos corações", disse. O casal estava junto havia 20 anos e tinha dois filhos, um adolescente de 14 anos e uma menina de seis. 

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