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Witzel critica uso do caso Ághata em protestos: "Fazer palanque de criança"

Governador do Rio de Janeiro Wilson Witzel em coletiva de imprensa no Rock in Rio 2019 - JORGE HELY/FRAMEPHOTO/ESTADÃO CONTEÚDO
Governador do Rio de Janeiro Wilson Witzel em coletiva de imprensa no Rock in Rio 2019 Imagem: JORGE HELY/FRAMEPHOTO/ESTADÃO CONTEÚDO

Do UOL, em São Paulo

29/09/2019 16h36

O governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, deu entrevista coletiva antes do começo dos shows no Rock in Rio 2019, onde tocou no tema da segurança pública e no caso de Ághata Felix, garota de 8 anos que foi baleada no último dia 20 no Complexo do Alemão.

Witzel foi perguntado sobre o o show da cantora Lellê, que se apresentou no Rock in Rio na sexta-feira, pedindo uma salva de palmas para Ághata em um momento da performance.

"Eu vejo que a oposição perdeu discurso. Eles deveriam estar discutindo agora como melhorar a educação, mas nós [o governo] estamos fazendo com a educação algo que nunca foi feito, com a saúde algo que nunca foi feito, e com a segurança, a mesma coisa, algo que nunca foi feito", respondeu.

"Querer fazer palanque de uma criança, ou de quem quer que seja, como palco de político, é uma indecência da oposição. Quem embarca nessa história... Nós temos que respeitar a diversidade, mas quem embarca nessa história está dando eco a uma política perversa contra algo que está sendo bem feito", completou.

"Eu espero que a oposição cresça um pouquinho mentalmente, para poder tocar nos pontos que são importantes e parar de fazer esse tipo de dualismo ideológico que, infelizmente, não leva a lugar algum", disse ainda.

Witzel disse que o caso de Ághata está sendo investigado pela polícia, e frisou que não há "nenhum tipo de interferência" de sua parte no processo.

Tráfico internacional

O governador disse ainda que a polícia do Rio de Janeiro não deveria ser "crucificada" pela violência que ocorre na cidade. "Quem tem que ser crucificado, digamos assim, é quem vende essas armas de forma ilícita, passando por países soberanos, para que a comunidade no Rio de Janeiro fique sangrando", apontou.

Witzel posicionou "traficantes de armas e traficantes de drogas" como "os verdadeiros vilões" da violência urbana. "A gente tem que fechar a porteira do Paraguai, de forma a não permitir que essas armas entrem, e que a gente fique discutindo e permitindo que se faça palanque em cima do caixão de pessoas que são vítimas da violência", completou.

O governador comentou também que vai ao Conselho de Segurança da ONU (Organização das Nações Unidas) com ou sem o ministro Sérgio Moro, que chamou para acompanhá-lo: "Já entrei em contato para que eu possa expor o que está acontecendo no Rio de Janeiro e pedir providências junto a esses países [que traficam armas]".

"O próprio Conselho de Segurança da ONU pode tomar essa decisão de retaliar Paraguai, Bolívia e Colômbia no que diz respeito às armas. Ou seja, países que vendem armas para esses países têm que ser proibidos de fazê-lo, sob pena de continuar esse massacre que vivemos nas comunidades do Rio de Janeiro", apontou.

Cotidiano