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Elefanta Ramba chega ao Brasil com operação especial em Viracopos; veja

Elefanta Ramba chega a Viracopos - WAGNER SOUZA/FUTURA PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO
Elefanta Ramba chega a Viracopos Imagem: WAGNER SOUZA/FUTURA PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO

Do UOL, em São Paulo

16/10/2019 09h46

Com direito a uma operação especial, grande equipe envolvida e faixa de recepção, a elefanta Ramba chegou hoje ao Brasil. Ela aterrissou no aeroporto de Viracopos, em Campinas (SP), dentro de uma espécie de contêiner especial para o transporte de animais, e movimentou o local de um modo inusitado.

WAGNER SOUZA/FUTURA PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO
Imagem: WAGNER SOUZA/FUTURA PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO

Ramba segue por terra para o Santuário de Elefantes do Brasil, no município de Chapada dos Guimarães, em Mato Grosso. A organização vem compartilhando nas redes sociais a viagem, como o fez na noite de ontem. "Últimas horas de RAMBA no Chile. Após passar pela imigração e segurança, Ramba foi embarcada no avião de maneira rápida e eficaz pela equipe da empresa aérea. Antes do embarque, Rambita estava tranquila e se alimentou. Será uma longa viagem, mas nossa linda menina será corajosa o bastante para enfrentá-la pois está recebendo o amor é o apoio de toda a manada!".

A fêmea tem 53 anos e ficou conhecida como a última elefanta de circo do Chile. Durante três décadas, ela viajou de caminhão, presa a correntes, para ser vista em apresentações circenses. Em 1997, o animal foi confiscado do circo "Los Tachuelas" pelo Serviço Agrícola e Pecuário do Chile, devido às denúncias de negligência e maus-tratos.

O circo continuou, no entanto, como depositário até a elefanta ser resgatada, em 2011, pela ONG Ecópolis. Ramba foi levada para um recinto em Rancagua, a 90 km de Santiago. A entidade, que atuava com outros animais silvestres e não tinha experiência com elefantes, acabou entrando em contato com o santuário brasileiro.

WAGNER SOUZA/FUTURA PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO
Imagem: WAGNER SOUZA/FUTURA PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO
WAGNER SOUZA/FUTURA PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO
Imagem: WAGNER SOUZA/FUTURA PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO

De acordo com a voluntária Valéria Mindel, embora estivesse fora do circo, a elefanta ainda sofria com o rigor do inverno chileno e com a solidão. "O santuário abriu um financiamento coletivo aqui e nos Estados Unidos para custear a viagem de Ramba e houve grande aceitação", disse. A instituição contou com o apoio de empresas para o transporte de Ramba. O aeroporto de Viracopos colaborou com a isenção de taxas alfandegárias.

A entrada da elefanta no Brasil foi autorizada pelo Ibama. O embarque, no aeroporto chileno, aconteceu ontem à noite. O presidente do santuário, Scott Blais, e um veterinário estavam previstos para acompanhar Ramba no voo, em avião de cargas. Após a chegada em Viracopos, a elefanta segue de caminhão até o santuário. A viagem deve durar cerca de 30 horas, com previsão de paradas apenas para a troca de motoristas.

Conforme a assessoria de imprensa do santuário, algumas fazendas foram contatadas em pontos estratégicos do percurso, de 1.450 km, para eventual abertura da caixa onde a elefanta estará contida. Uma equipe multidisciplinar acompanhará o transporte. Na chegada ao santuário, a caixa será aberta e a própria Ramba vai decidir se permanece isolada ou vai para o convívio das duas elefantas - Maia e Rana - que já vivem na área desde 2018.

O santuário adquiriu uma fazenda de 1.100 hectares, na Chapada, para manter os elefantes em condições de vida mais próximas à natureza. Em 2016, o santuário foi licenciado pela Secretaria Estadual do Meio Ambiente (Sema) e, dois anos depois, recebeu os primeiros animais. O projeto, mantido sem financiamento público, conta com o apoio de voluntários, da Global Santuary for Elephants (GSF) e da Elephant Voices, entidades internacionais.

Ramba era a última elefanta a viver em um circo no Chile - Reprodução/Instagram
Ramba era a última elefanta a viver em um circo no Chile
Imagem: Reprodução/Instagram

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