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Bolsonaro autoriza Forças Armadas ao redor de presídio onde está Marcola

Agente dentro de presídio federal de Brasília, na capital no Brasil - 12.dez.2017 - Pedro Ladeira/Folhapress
Agente dentro de presídio federal de Brasília, na capital no Brasil Imagem: 12.dez.2017 - Pedro Ladeira/Folhapress

Do UOL, em São Paulo*

07/02/2020 11h14

O presidente Jair Bolsonaro autorizou, em decreto publicado hoje no Diário Oficial da União, o emprego das Forças Armadas para a proteção do perímetro externo da penitenciária federal em Brasília (DF). Líder do PCC (Primeiro Comando da Capital), Marco Willians Herbas Camacho, mais conhecido como Marcola, está entre os presos no local.

O período para a medida na Garantia da Lei e da Ordem (GLO) vai de 7 de fevereiro a 6 de maio de 2020. A alocação dos meios disponíveis e o raio de atuação serão definidos pelo ministro da Defesa, o general Fernando Azevedo e Silva, que também assina a medida, assim como o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro.

Ainda segundo o decreto, "o emprego das Forças Armadas será realizado em articulação com as forças de segurança pública competentes e com o apoio de agentes penitenciários do Departamento Penitenciário Nacional do Ministério da Justiça e Segurança Pública".

Em nota conjunta divulgada pelas assessorias de comunicação social da Defesa e da Justiça, é esclarecido que a medida tem caráter preventivo.

"A decisão atende a pedido do Ministério da Justiça e Segurança Pública e tem caráter preventivo, com o objetivo de se manter elevado nível de segurança do local onde estão isolados integrantes de organizações criminosas A ação dá continuidade a uma série de medidas preventivas que vêm sendo feitas de forma integrada pelos dois ministérios e que terão continuidade", disse

Cumprindo pena que ultrapassa 300 anos de prisão, Marcola foi transferido para a penitenciária federal de Brasília em março de 2019.

Uma fonte com conhecimento direto do caso afirmou à Reuters, sob a condição do anonimato, que foi detectado recentemente movimentações de integrantes do PCC na capital do país com o intuito de libertar Marcola. Por isso, destacou, a decisão de empregar as Forças Armadas.

Em dezembro do último ano, o Exército chegou a cercar o presídio após setores da inteligência do governo receberem informações de um plano para resgatar o líder do PCC.

*Com informações da Reuters

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