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Caso Henry: Pai do menino diz que se sente enganado por babá

Leniel Borel, pai de Henry, em entrevista ao "Fantástico" - Reprodução/TV Globo
Leniel Borel, pai de Henry, em entrevista ao 'Fantástico' Imagem: Reprodução/TV Globo

Daniele Dutra

Colaboração para o UOL, no Rio de Janeiro

12/04/2021 15h02

Leniel Borel, pai do menino Henry Borel, se disse inconformado com a notícia de que a babá no menino, que morreu no dia 8 de março, sabia de supostas agressões que ele vinha sofrendo na casa da mãe, Monique Medeiros, e do padrasto, vereador conhecido como Dr. Jairinho. Ao UOL, após saber que Henry foi ao hospital, machucado, depois da babá relatar a Monique agressões no garoto, ele declarou que Thayná de Oliveira deveria ter lhe contado o que estava acontecendo.

"Eu me senti enganado. Eu não conhecia a babá do Henry, mas ela tinha meu telefone, deveria ter me avisado disso. Por que ela não me comunicou das agressões?", questiona Leniel Borel, que suspeita que até os avós maternos do menino souberam desses episódios.

O pai de Henry afirma que, quando se separou, combinou com Monique que daria 20% de seu salário, pagaria metade da babá e o plano de saúde. Embora ajudasse a pagar o salário de Thayná, a contratação foi feita por Monique.

Neste domingo (11), foi revelado que um dia após a babá ter relatado as agressões que o menino teria sofrido com o padrasto, Monique o levou ao hospital Real Dor, em Bangu, na zona oeste do Rio. Segundo registros do boletim médico, exibidos pelo "Fantástico", da TV Globo, e obtidos pelo UOL, o menino foi atendido no hospital no dia 13 de fevereiro.

Leniel conta que ficou sabendo do episódio, mas que estava trabalhando em Macaé na ocasião e que a ex-mulher o informou que Henry havia caído da cama. "A Monique me mandou uma mensagem no dia 13 de fevereiro, de que o meu filho tinha tido uma queda da cama, mas em Bangu, possivelmente na casa da avó e que estava mancando. Perguntei como ele estava, se havia sido grave, mas ela disse que já estava tudo bem e ele estava melhor".

Prisão

Os mandados de prisão temporária por 30 dias de Monique e Jairinho foram expedidos pelo 2º Tribunal do Júri. A polícia investiga o crime de homicídio duplamente qualificado —por motivo torpe e sem chances de defesa à vítima.

Para a polícia, o menino morreu em decorrência de agressões. Segundo os investigadores, Dr. Jairinho já tinha histórico de violência contra Henry. Segundo a investigação, o parlamentar se trancou no quarto para agredir a criança com chutes e pancadas na cabeça um mês antes do crime —a mãe soube das agressões, ainda de acordo com a polícia.

O casal também é suspeito de combinar versões e de ameaçar testemunhas para atrapalhar as investigações. A Polícia Civil ouviu ao menos 18 pessoas na investigação.

Investigadores conseguiram resgatar mensagens de texto e imagens que teriam sido apagadas dos celulares do casal, após quebra de sigilo telefônico decretado pela Justiça do Rio de Janeiro. Em uma das conversas recuperadas, ocorrida no dia 12 de fevereiro, a criança relata à babá --identificada como Thayná- - que sofreu uma "banda" (rasteira) e chutes de Dr. Jairinho. A babá então conta à mãe, Monique, que o menino disse que essa não teria sido a primeira vez que sofreu agressões do padrasto.

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