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MG: Homem é picado por animal e morre após 12 dias à espera de vaga em UTI

Homem ficou 12 dias a espera de um leito de UTI - Reprodução/TV Record
Homem ficou 12 dias a espera de um leito de UTI Imagem: Reprodução/TV Record

Do UOL, em São Paulo

16/06/2021 15h12

Carlos Carvalho, de 45 anos, morreu em Belo Horizonte, capital de Minas Gerais, após ficar 12 dias a espera de um leito de UTI. De acordo com a RecordTV, ele havia sido picado por animal peçonhento e o seu estado de saúde acabou agravando-se em uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da cidade.

Ainda, segundo a TV, o homem morreu em menos de uma hora após dar entrada no Hospital Metropolitano. Ele se encontrava intubado e com infecção generalizada.

"É uma dor que não tem tamanho. Era uma pessoa que era muito amada por todos. É uma tortura você saber que um ente querido seu ficou 12 dias no hospital tratando de ninguém sabe o que, gerou uma infecção generalizada, mas não fizeram nenhum exame para saber o que é que estava matando o meu primo", afirmou à TV Bruno Carvalho Diniz, primo da vítima.

A vaga no leito de UTI só foi conquistada após acionar a Defensoria Pública. Ele foi picado por um animal peçonhento em um terreno próximo de casa, no bairro Boa Vista, região leste da cidade. Ele apresentava um ferimento na mão esquerda.

Em nota enviada ao UOL, a Prefeitura de Belo Horizonte afirmou que "o paciente foi prontamente atendido e assistido conforme as necessidades do momento e transferido para um leito hospitalar na segunda-feira, dia 14."

Em nota, a prefeitura também disse que todos os pedidos de internação passam pela Central de Internação (CINT), um sistema que funciona 24 horas por dia e sete dias da semana.

O comunicado também informa que, "quando a solicitação chega à Central de Internação, o quadro clínico do paciente é avaliado por um médico regulador e, de acordo com a disponibilidade de vagas, o paciente é encaminhado para o hospital. A CINT faz busca ativa em todos os hospitais que atendem à Rede SUS-BH para definir as transferências."

Para que uma vaga seja liberada, são utilizados critérios de prioridade que incluem gravidade e leito disponível e o tempo varia de acordo com a especificidade de cada caso.

A prefeitura também informou que, para receber um paciente, "o leito precisa estar devidamente preparado e higienizado. Portanto, a transferência só é autorizada quando essas medidas de segurança são concluídas. Neste período, o paciente pode ter que aguardar a autorização."

Ontem, a prefeitura divulgou em boletim epidemiológico que a taxa de ocupação dos leitos de UTI na cidade está em 80,8%, número que soma as pessoas que estão com covid-19 e os demais casos.

As UTIs destinada a pacientes com a doença apresenta uma ocupação de 74,5% enquanto as UTIs destinadas a demais doenças estão com 87,1% de ocupação, segundo o boletim.

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