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Doria sanciona projeto que dá nome de Gugu Liberato a túnel no Rodoanel

Gugu Liberato morreu em 2019, aos 60 anos, após um acidente doméstico - Reprodução
Gugu Liberato morreu em 2019, aos 60 anos, após um acidente doméstico Imagem: Reprodução

Do UOL, em São Paulo

09/10/2021 10h19

O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), sancionou hoje o projeto de lei aprovado na Alesp (Assembleia Legislativa de São Paulo) que dá o nome do apresentador Gugu Liberato a um túnel localizado no km 95 do Rodoanel Mario Covas, em Ribeirão Pires (SP).

A sanção foi publicada na edição de hoje do Diário Oficial do Estado de São Paulo. O documento informa que o túnel tem 1.070 metros. O projeto é de autoria do deputado Coronel Telhada (PP).

Gugu morreu em novembro de 2019, aos 60 anos, após sofrer um acidente doméstico nos Estados Unidos. Ele teve uma queda acidental de uma altura de cerca de quatro metros quando fazia um reparo no ar condicionado instalado no sótão de sua casa, em Orlando.

Na justificativa do projeto, Telhada apontou que "Liberato se tornou um ícone da televisão brasileira no decorrer dos anos", "marcou gerações com quadros emblemáticos", citando 'A banheira do Gugu', "que até hoje é lembrada pelos fãs da atração".

"Gugu era considerado um dos mais consagrados apresentadores da história da televisão brasileira (...) Portanto, conto com o apoio dos Nobres Pares para aprovação do presente Projeto, que reputo de interesse público traduzido em reconhecimento ao apresentador Gugu Liberato", disse o parlamentar no texto.

Disputa por herança

Gugu deixou 75% do se patrimônio, avaliado em R$ 1 bilhão, para os três filhos — João Augusto e as gêmeas Sofia e Marina — e os 25% restantes para os cinco sobrinhos. O inventário e a administração dos bens do apresentador ficou sob responsabilidade da irmã dele, Aparecida Liberato, e de advogados.

Rose Miriam, mãe dos filhos do apresentador, entrou com um processo buscando o reconhecimento da união estável. Com a ligação reconhecida pela Justiça, ela também teria direito a uma parte do valor descrito no testamento de Gugu.

O pedido foi questionado pelo advogado Dilermando Cigagna Júnior, responsável pelo espólio do apresentador. Maria do Céu, mãe de Gugu, chegou a declarar em entrevista ao "Fantástico" que os dois não tinham um relacionamento.

Em dezembro de 2019, Nelson Wilians, advogado de Rose Miriam, disse em entrevista à revista Veja que a médica não apareceu no testamento porque o casal "não estava bem" quando o documento foi redigido.

O chef de cozinha Thiago Salvático também entrou com uma ação buscando o reconhecimento de uma união estável com Gugu. Ele alegou ter mantido um relacionamento com o apresentador por oito anos. Thiago desistiu da solicitação em junho de 2020 alegando "questões de foro íntimo".

A divisão da herança voltou a ser assunto em julho deste ano, quando Sofia e Marina foram emancipadas aos 17 anos e decidiram apoiar a mãe no processo de reconhecimento da união estável.

João Augusto declarou apoio a Aparecida no caso, questionando a atitude das irmãs e criticando a mãe. A questão virou tema nas redes sociais após o vazamento do vídeo em que Sofia e Marina acusam Aparecida Liberato de manipulação e mentiras. As duas declararam reconhecer a união estável entre Gugu e Rose Miriam.

Em parte do relato, Sofia desabafou sobre a forma como as duas eram tratadas pela tia. Ela lembrou que Aparecida negou a compra de um Porsche. "Era o que eu sempre sonhei", disse a filha do apresentador.

Na ocasião, Marina e Sofia explicaram em vídeos que a compra do carro, citada na gravação anterior, traz um "assunto mais sério" por trás. Elas alegaram que o conteúdo publicado sem autorização mostra falas "fora de um contexto".

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