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Governador do Rio diz que assassinato de congolês não ficará impune

Cláudio Castro prometeu dar respostas à família do jovem  - Rogerio Santana/Governo do Rio de Janeiro
Cláudio Castro prometeu dar respostas à família do jovem Imagem: Rogerio Santana/Governo do Rio de Janeiro

Do UOL, em São Paulo

01/02/2022 13h58

O governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), disse hoje em suas redes sociais que o assassinato do congolês Moïse Mugenyi Kabagambe, 24, não ficará impune.

O jovem foi espancado por um grupo de homens na praia da Barra da Tijuca, zona oeste do Rio, na última segunda-feira (24).

"O assassinato do congolês Moïse Kabamgabe não ficará impune. A Polícia Civil do Rio de Janeiro está identificando os autores dessa barbárie. Vamos prender esses criminosos e dar uma resposta à família e à sociedade. A Secretaria de Assistência à Vítima vai procurar os parentes para dar o apoio necessário", escreveu Castro em sua conta no Twitter.

O prefeito do Rio, Eduardo Paes (PSD), classificou o assassinato como "inaceitável e revoltante" e disse acompanhar o caso.

"O assassinato de Moïse Kabamgabe é inaceitável e revoltante. Tenho a certeza de que as autoridades policiais atuarão com a prioridade e rigor necessários para nos trazer os devidos esclarecimentos e punir os responsáveis. A prefeitura acompanha o caso", disse Paes.

Espancado após cobrar de R$ 200, diz família

A família afirma que o que levou ao espancamento do congolês foi a cobrança pela vítima de R$ 200 em um quiosque de praia por duas diárias de trabalho. Segundo parentes, o quiosque devia essa quantia a Moïse, que trabalhou no local.

Eles relatam que Moïse foi espancado até a morte com pedaços de madeira, além de ter sido amarrado pelos agressores no quiosque Tropicália. A Polícia Civil não divulgou os nomes dos funcionários do quiosque envolvidos no crime.

Hoje, advogados do responsável pelo quiosque estiveram na Delegacia de Homicídios, que investiga o caso, mas não falaram à imprensa.

Em nota, a Polícia Civil informou que as câmeras do local foram analisadas. Um primo de Moïse afirma que assistiu às imagens e elas mostram o rapaz sendo espancado, inclusive com pedaços de madeira, e amarrado com cordas. A investigação está sob sigilo.

* Com reportagem de Lola Ferreira, do UOL, no Rio