Estudantes da PUC expulsam membros do MBL de campus: 'Fascistas'; veja
Alunos da PUC-SP (Pontifícia Universidade Católica de São Paulo), do campus Perdizes, expulsaram dois coordenadores do MBL (Movimento Brasil Livre) que foram à unidade de ensino para entrevistar os estudantes.
O que aconteceu:
A coordenadora nacional do MBL, Amanda Vetiorazzo, e o coordenador do MBL Osasco, Arthur Scarance, teriam questionado os estudantes sobre temas como legalização das drogas e do aborto, além do porte de armas.
Os dois teriam se passado por jornalistas da TV oficial da PUC, o que foi negado pelo MBL. "A alegação dos agressores de que os líderes do MBL se passaram por funcionários da 'TV PUC' é falsa e as imagens registradas pelo movimento comprovam isso", diz trecho de nota enviada ao UOL.
Vídeos gravados por alunos mostram o momento em que um grupo de universitários reage à presença dos integrantes do MBL e os expulsa aos gritos de "recua, fascista, recua".
Os representantes do MBL reagem e enfrentam os universitários, mas são retirados do campus.
O que dizem os alunos
Em nota, o Movimento Estudantil da PUC-SP disse que o MBL abordou os alunos com "perguntas capciosas como 'o que você acha do aborto?' e reagindo de forma vexatória, envergonhando os jovens".
O Movimento Estudantil reforçou que, "com o objetivo de interromper a violação ao direito de imagem dos estudantes", foi pedido aos coordenadores do MBL que saíssem do campus, mas eles teriam reagido "aos gritos, alegando que seu direito à liberdade de expressão estava sendo violado".
Os alunos dizem que foram xingados de forma "violenta" pelos representantes do MBL, que os teriam xingado de "fascistas de vermelho" e "esquerdalha". Os universitários ressaltaram que essa é uma "estratégia coordenada pelo MBL" para entrar em universidades, gravar alunos e expô-los nas redes sociais, "submetendo-os ao ridículo".
Os representantes do Movimento Estudantil reiteraram que os alunos expostos pelo MBL "entrarão com medidas judiciais cabíveis pela exposição indevida de sua imagem". "Que fique o recado que fascistas não entrarão em nossa universidade e as lideranças estudantis estarão sempre ativas e alertas para garantir os direitos e a proteção dos estudantes. Não se cala a consciência de um povo!"
O que diz o MBL
Amanda Vettorazzo e Arthur Scarance alegaram que foram agredidos pelos estudantes.
"Neste momento acabo de ser expulso da PUC, que é onde me formei em Direito, por um bando de esquerdistas. Fui empurrado, agredido e xingado. Gravei tudo", disse Arthur nas redes.
"Acabo de ser agredida e expulsa da PUC aos cantos de 'recua, fascista'. Estou bem. Gravamos tudo", publicou Amanda.
Ao UOL, o MBL disse que "os porta-vozes do MBL, Amanda Vettorazzo e Arthur Scara, foram à PUC para entrevistar sobre a taxação da Shein e sobre a legalização da cannabis no STF. Não havia nenhuma intenção provocativa, seriam vídeos que mostram a opinião da população sobre as citadas pautas".
Um aluno reconheceu Vettorazzo por ser do MBL e começou a ser agressivo, com gritos de 'facista!'. Rapidamente houve aglomeração de aproximadamente 15 pessoas hostilizando os membros do movimento, chegando a deferir chutes e socos para expulsá-los da Universidade. A alegação dos agressores de que os líderes do MBL se passaram por funcionários da 'TV PUC' é falsa e as imagens registradas pelo movimento comprovam isso. Scara chegou a dizer que é ex-PUC, pois já estudou na instituição, mas em nenhum momento se disse funcionário da TV PUC.
MBL, em nota
O Movimento Brasil Livre não respondeu se havia solicitado autorização para realizar a gravação.
O que diz a PUC-SP
A reportagem também procurou a Pontifícia Universidade Católica de São Paulo. Em resposta, a instituição disse que "não vai se manifestar sobre o ocorrido."
51 comentários
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Steferson Lima
Esse MBL quer palco e repercussão. Conseguiram. Mas tem que expulsar mesmo. Universidade não é lugar de gente antidemocrática.
Elio da Rocha Cavalcante
Universidade que formou meus filhos. Parabéns PUC honrando sua tradição. Democracia sempre.
Carlos Eduardo de Oliveira Andrade
F4sc1st4s estão sempre procurando confusão... Ao invés de ir na FAAP ou na FGV, onde causariam pouca polêmica, vão em Universidades tidas como de esquerda para tumultuar e gerar engajamento para seu ghado juvenil. 0t4ri0s...