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Com arena alagada, Grêmio reabre estádio Olímpico para arrecadar doações

O alagamento da Arena do Grêmio no bairro Humaitá, um dos mais atingidos pela enchente em Porto Alegre, fez com que o clube reabrisse o estádio Olímpico, desativado desde 2012, para arrecadar doações e ajudar as vítimas da enchente no Rio Grande do Sul.

O gramado ao lado do estádio onde ocorriam os treinamentos dos jogadores foi destinado nos primeiros dias das chuvas para pouso de helicópteros. Com o alagamento da rodoviária, o estacionamento do Olímpico passou a abrigar provisoriamente os ônibus de linhas intermunicipais.

"A força do Grêmio e dos gremistas está sendo fundamental para ajudar a população afetada pelas enchentes", disse Isabel Delgrazia, responsável pela área de recursos humanos do Grêmio.

Roupas, cestas básicas e colchões chegam diariamente em caminhões vindos de todo o país. O material é separado com a ajuda de funcionários da prefeitura de Porto Alegre. Depois, são distribuídos em cerca de 40 instituições com desabrigados na capital e em municípios da região metropolitana.

Doações no estádio Olímpico
Doações no estádio Olímpico Imagem: Herculano Barreto Filho/UOL

Na terça-feira (21), o estudante de Agronomia Thiago Santos Cocco, 23, ajudava a carregar com mantimentos um caminhão da UFRGS (Universidade Federal do Rio Grande do Sul). Ele atua como voluntário desde os primeiros dias de enchente.

"Tchê, é reconfortante ver a reação das pessoas quando a gente chega com água e roupas. É a sensação de dever cumprido por fazer com que as doações cheguem naqueles lugares em que as pessoas realmente estão precisando", disse.

O caminhão usou o corredor humanitário para levar mantimentos para pessoas em abrigos de Guaíba e Eldorado do Sul, que estão entre as cidades mais afetadas pelas enchentes.

Uma estrutura que já funcionou como loja de produtos do Grêmio agora era destinada para armazenar roupas para doação. É ali que trabalha a voluntária Mirtes Pedrotti, 66.

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"Juntou duas coisas: o amor pelo Grêmio e por fazer o bem para quem precisa. Estamos montando aqui um mural de bilhetes de pessoas que estão ajudando também. Dá um calorzinho no coração da gente".

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