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Castro diz ao STF que operação na Maré que deixou mortos não foi 'vingança'

O governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), prestou esclarecimentos ao STF (Supremo Tribunal Federal) sobre a operação no Complexo da Maré, na semana passada, que deixou cinco mortos, incluindo um policial. Um outro agente, que estava internado na capital fluminense, morreu no domingo (16).

O que aconteceu

Em petição enviada ao ministro Edson Fachin nesta terça-feira (18), Castro nega que tenha ocorrido "operações de vingança". "É imprescindível refutar as leviandades aduzidas pelos requerentes a respeito do suposto planejamento e/ou realização de denominadas 'operações de vingança' em razão da trágica morte de 2 policiais na aludida operação".

A cobrança por esclarecimentos foi feita pelo PSB e pela Defensoria Pública do RJ no dia 11, quando a operação aconteceu. Essa petição foi apresentada no âmbito da ADPF 635, conhecida como "ADPF das Favelas", que trata sobre obrigações que devem ser atendidas pelas forças policiais em operações.

O governador do RJ também afirma que segue as orientações da ADPF 635. Castro diz, por exemplo, que o início e o fim das operações são comunicados ao Ministério Público.

A petição ainda argumenta que disponibilizou uma ambulância e "policiais com o conhecimento em primeiros socorros". Segundo o governo, os agentes do Bope (Batalhão de Operações Policiais Especiais) estavam utilizando câmeras corporais.

Cláudio Castro ainda destaca que a operação no dia 11 "resultou na apreensão de um verdadeiro arsenal de guerra e na prisão de diversos indivíduos".

Operação na Maré

Cinco pessoas morreram, sendo um policial, durante confrontos na operação da Polícia Militar no Complexo da Maré, na zona norte do Rio. Na ocasião, três vias expressas mais importantes da cidade foram fechadas por criminosos em represália à ação policial.

Jorge Galdino Cruz, do Bope, morreu. Rafael Woflgramm Dias foi internado no Hospital Federal de Bonsucesso, mas não resistiu e morreu no domingo. O objetivo da ação era combater uma quadrilha especializada em roubo de veículos e prender criminosos escondidos.

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No dia seguinte, os policiais militares voltaram ao Complexo da Maré. Porém, não houve informação de mortos ou feridos nessa etapa da operação.

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