Primo diz que brasileiro morto em Portugal não teve chance de se defender em briga

Juliana Iório

Do UOL, em Lisboa

Primo do brasileiro Hemerson Pereira Fortkamp, 30, morto em uma briga no último domingo, em Lisboa, Portugal, André Pereira disse que a vítima não teve chance de se defender. Os dois estavam juntos na ocasião.

Segundo ele, o desentendimento teve início ainda no interior de uma casa noturna na capital portuguesa. Quando os dois saíram do local, ele conta, três rapazes e duas moças o esperavam do lado de fora. “Foi aí que começou a briga”, disse. “Um rapaz me deu uma pancada, nós saímos correndo, mas eles nos apanharam.”

“Eu consegui fugir e a última vez que o ví, estavam duas mulheres, uma com uma garrafa, e outra com uma pedra dentro de uma meia, agredindo-o no chão”, acrescentou, dizendo que, neste momento, Hemerson aparentava já estar inconsciente.

Também ferido, o primo foi ao hospital, onde conseguiu localizar Hemerson: “Os médicos disseram que já não havia muito a fazer. Ele não tinha uma escoriação no corpo, porque só lhe bateram na cabeça”.

Segundo André, a polícia ainda “não disse muita coisa”. “Eles estão [mantendo a investigação] em sigilo, mas que eu saiba ainda ninguém foi preso”, afirmou. “Mas nós também não conhecíamos aquelas pessoas, nunca as vimos antes e não sabemos o nome de ninguém”.

O brasileiro morava há seis anos em Portugal, trabalhava como ajudante de eletricista, mas ainda não estava legalizado. Ele será cremado e a família não sabe se conseguirá enviar as cinzas para o Brasil, devido aos custos de traslado.

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