Comparação com público da posse de Obama acirra briga entre Trump e imprensa

Do UOL, em São Paulo

  • REUTERS/Lucas Jackson (esq.), Stelios Varias (dir.)

    Comparação entre os públicos às cerimônias de posses de Donald Trump (à esq.), em 2017, e Barack Obama (à dir.), em 2009, em Washington

    Comparação entre os públicos às cerimônias de posses de Donald Trump (à esq.), em 2017, e Barack Obama (à dir.), em 2009, em Washington

O conflito entre Donald Trump e a imprensa norte-americana ganhou um novo capítulo com as declarações do novo presidente dos Estados Unidos durante a visita à CIA, a agência de inteligência do país, no sábado (21).

Trump atacou a imprensa por ter supostamente criado um conflito entre o republicano e a própria CIA, semanas atrás, e também pela acusação de que os veículos de mídia minimizaram o público que compareceu à posse em Washington, na sexta.

Segundo ele, a imprensa publicou fotos de um "campo vazio" para ilustrar que a posse de Trump não atraiu tantas pessoas quanto a primeira cerimônia de Barack Obama, em 2009. Agências internacionais de fotografia, como a Reuters e a Associated Press, publicaram montagens com imagens dos dois eventos --a Reuters chegou inclusive a ressaltar que a foto de Trump havia sido capturada às 12h01 locais, exatamente o momento em que ele fazia o juramento em frente ao Capitólio e assumia oficialmente a Presidência.

Sean Spicer, o novo secretário de imprensa da Casa Branca, também criticou a imprensa e afirmou que a diferença aconteceu porque havia novas coberturas brancas no gramado --que aparece na parte inferior da imagem--, além de medidas de segurança mais rígidas terem impedido o acesso do público a alguns dos locais.

Sem responder a perguntas dos jornalistas, Spicer disse que "foi o maior público que já acompanhou uma posse. Ponto!" e afirmou que "as tentativas de reduzir o entusiasmo da posse são vergonhosas e errôneas".

No discurso na sede da CIA, Trump disse que os jornalistas "estavam entre os seres mais desonestos da face da Terra" e disse estar em uma "guerra contínua" com a mídia.

"Fiz um discurso. Olhei, o campo estava cheio, parecia que havia um milhão ou um milhão e meio de pessoas", declarou diante dos membros da CIA. Os meios de comunicação "mostraram uma imagem onde praticamente não havia ninguém", acrescentou.

Estima-se que 1,8 milhão de pessoas tenham se dirigido ao "National Mall" em 2009 quando Barack Obama prestou juramento pela primeira vez como presidente, segundo as agências locais e nacionais na época. As autoridades de Washington informaram que esperavam entre 800 mil e 900 mil presentes na cerimônia de Trump, a metade em relação à multidão de 2009.

As autoridades da capital têm como regra não comunicar as estimativas da quantidade de pessoas para evitar polêmicas, restando a observação das fotos aéreas como elemento para fazer a comparação entre públicos. (Com agências internacionais)

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