Facebook muda configuração de anúncios políticos nos EUA para conter interferência e fake news

Do UOL, em São Paulo

  • Zach Gibson/Getty Images

    10.abr.2018 - Mark Zuckerberg depõe diante de senadores americanos no Capitólio

    10.abr.2018 - Mark Zuckerberg depõe diante de senadores americanos no Capitólio

O Facebook informou que atualizará seu sistema de anúncios de conteúdo político, após as polêmicas envolvendo a plataforma durante, principalmente as eleições de 2016 dos Estados Unidos. Segundo o Facebook, essas mudanças começarão a ser aplicadas nos Estados Unidos antes de chegarem a outros países, ainda sem data prevista.

A intenção, segundo a empresa, é prevenir a disseminação de notícias falsas e interferências nas eleições, um problema que o Facebook enfrentou dois anos atrás. Em depoimento ao Congresso norte-americano em abril, Mark Zuckerberg admitiu que a empresa "não fez o suficiente" para impedir que as ferramentas da plataforma fossem usadas para esses fins.

O FBI (a polícia federal norte-americana) atualmente investiga as denúncias de participação de agentes russos que teriam utilizado o Facebook para influenciar o voto dos norte-americanos em 2016.

Nessa atualização, o Facebook promete, por exemplo, impedir que anunciantes de outros países que não os Estados Unidos publiquem propagandas políticas direcionadas aos norte-americanos.

Essa restrição inclui veículos de imprensa estrangeiros, o que pode estar ligado à suposta influência de sites noticiosos da Rússia nas eleições de 2016. A postura já havia sido tomada na semana passada, quando a plataforma bloqueou a veiculação de anúncios estrangeiros sobre o referendo irlandês sobre aborto.

O próprio Facebook reconhece ainda que essa atualização receberá melhorias, buscando esclarecer qual conteúdo exatamente será considerado político.

Veja as mudanças:

  • Serão revisados todos os anúncios com imagem, título ou texto que inclua uma atual ou ex-figura política, partido político ou comitês de campanha, ou está relacionado a qualquer questão de legislação de interesse público nos EUA. Os temas incluem imigração, direitos civis, aborto, segurança, educação, terrorismo e armas, por exemplo;
  • Serão revisados anúncios que levem a páginas que tenham conteúdo como os descritos acima, mesmo que o perfil da publicação não seja ligado a figuras ou partidos políticos;
  • Todos os anúncios políticos, após a autorização da plataforma, terão uma inscrição apontando o autor do pagamento da publicação;
  • Anunciantes de outros países, incluindo veículos de imprensa, não poderão veicular postagens de propaganda política norte-americana para cidadãos dos Estados Unidos.
  • Os veículos de imprensa norte-americanos passarão por um processo de autorização do Facebook para que possam direcionar publicações patrocinadas ao público dos Estados Unidos.

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