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Imigrantes que entraram ilegalmente devem ser deportados sem processo judicial, diz Trump

Mandel Ngan/AFP
Imagem: Mandel Ngan/AFP

Do UOL, em São Paulo

24/06/2018 14h30

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, aumentou seu apelo para deportar pessoas que entram ilegalmente nos Estados Unidos neste domingo (24), dizendo que elas devem ser imediatamente enviadas de volta para o local de onde vieram sem nenhum processo judicial.

"Não podemos permitir que todas essas pessoas invadam nosso país. Quando alguém chega, precisamos imediatamente, sem nenhum juiz ou caso de tribunal, levá-las de volta para [o lugar de] onde vieram. Nosso sistema é uma zombaria para uma boa política de imigração e lei e ordem. A maioria das crianças vem sem seus pais", escreveu Trump no Twitter.

"Nossa política de imigração, alvo de zombaria pelo mundo, é muito injusta com todas as pessoas que entraram em nosso sistema legalmente e estão esperando na fila há anos! A imigração tem que ser baseada em mérito - precisamos de pessoas que vão ajudar a Fazer a América Grande de Novo!", acrescentou o presidente, usando o slogan de sua campanha eleitoral.

Trump voltou a cobrar dos democratas que se unam aos republicanos para endurecer as leis de imigração americanas.

Reunião de crianças com pais

Trump tenta endurecer a política de imigração em meio a vários obstáculos provocados pela política de "tolerância zero", que separou crianças de pais imigrantes e foi alvo de críticas mesmo de congressistas republicanos. Trump assinou um decreto na quarta-feira (20) dizendo que elas seriam reunidas com seus pais.

Na noite de sábado (23), o Departamento de Segurança Nacional divulgou que reuniu 522 crianças imigrantes com seus familiares, separadas dos seus pais após atravessar a fronteira com o México, a primeira consequência tangível do decreto.

Segundo a nota, até 20 de junho, o Departamento de Saúde e Serviços Humanos tinha 2.053 menores sob sua custódia, embora apenas 17% tenham sido separados dos seus pais, enquanto os 83% restantes correspondem a crianças que viajaram sozinhas para o país.

A reunificação dos 522 menores foi realizada pelo Escritório de Alfândegas e Proteção Fronteiriça (CBP), agência que processa os imigrantes que chegam ilegalmente aos EUA.

(Com agências internacionais)

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