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Trio divide Nobel de Química por desenvolver baterias de íons de lítio

Tela mostra retratos dos ganhadores do Prêmio Nobel de Química de 2019 - Naila Helen Jama/TT News Agency/AFP
Tela mostra retratos dos ganhadores do Prêmio Nobel de Química de 2019 Imagem: Naila Helen Jama/TT News Agency/AFP

Do UOL, em São Paulo*

09/10/2019 06h52

O Prêmio Nobel de Química de 2019 teve como ganhadores os cientistas John B. Goodenough, M.Stanley Whittingham e Akira Yoshino pelo desenvolvimento de baterias de íons de lítio.

O anúncio foi feito nesta manhã. Os três vão dividir igualmente o prêmio de 9 milhões de coroas suíças, o equivalente a R$ 3,71 milhões. Eles criaram um "mundo recarregável", nas palavras do comitê do Prêmio Nobel.

O comitê destacou ainda que a bateria é usada para várias finalidades — desde celulares a veículos elétricos — e pode armazenar quantidades significativas de energia solar e eólica, abrindo caminho para uma sociedade livre de combustíveis fósseis.

No início da década de 70, o britânico Whittingan utilizou o enorme impulso do lítio para liberar seu elétron externo, o que levou ao desenvolvimento da primeira bateria de lítio funcional.

A contribuição do alemão Goodenough foi dobrar o potencial desta bateria de lítio, criando as condições adequadas para que fosse muito mais potente e útil. Aos 97 anos, ele se tornou a pessoa mais velha a ganhar um Nobel.

Yoshino, nascido no Japão, conseguiu eliminar o lítio puro da bateria para usar íons de lítio, que são mais seguros que o lítio puro, o que fez com que a bateria funcionasse na prática. "A curiosidade foi minha principal força motriz", disse hoje em entrevista aos jornalistas após o anúncio.

O Nobel de Química segue os de Medicina e Física, que começaram a ser anunciados desde o início da semana.

Nos próximos dias serão divulgados os vencedores de Literatura, Paz e Economia. Os prêmios serão entregues no dia 10 de dezembro, aniversário da morte de seu fundador, Alfred Nobel, em uma cerimônia na Sala de Concertos de Estocolmo.

O Nobel da Paz será entregue na Câmara Municipal de Oslo, o único que fora da Suécia, por desejo de Nobel, já que a Noruega fazia parte do Reino da Suécia na sua época.

Nesta edição serão anunciados excepcionalmente dois prêmios de Literatura, por 2018 e 2019, já que no ano passado a honraria não foi concedida devido ao escândalo de denúncias de de abuso sexual que comprometeu a Academia Sueca.

Cinco mulheres premiadas

O prêmio de Química de 2018 foi para a americana Frances Arnold, seu compatriota George Smith e o britânico Gregory Winter por seus trabalhos explorando os mecanismos da evolução para criar novas e melhores proteínas em laboratório.

Antes de Frances Arnold, Marie Curie (1911), sua filha Irene Joliot-Curie (1935), Dorothy Crowfoot Hodgkin (1964) e Ada Yonath (2009) foram distinguidas em química.

Quando recebeu seu prêmio, Marie Curie se tornou a primeira ganhadora a ganhar dois prêmios Nobel, depois de já ter sido agraciada com o Prêmio de Física em 1903.

* Com informações da EFE e AFP

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