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Maduro ataca EUA e fala em criar "supermaquinaria cívico-militar"

Declaração foi feita logo depois de o presidente venezuelano participar de um evento do governo na sede da Academia Militar - Reprodução/Twitter
Declaração foi feita logo depois de o presidente venezuelano participar de um evento do governo na sede da Academia Militar Imagem: Reprodução/Twitter

Do UOL, em São Paulo

08/01/2020 23h48

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, denunciou hoje uma suposta agressão dos Estados Unidos e defendeu a consolidação de uma "supermaquinaria cívico-militar" para garantir a paz absoluta em seu país.

"A Venezuela está sob constante agressão por parte do império dos EUA, e devemos nos preparar para consolidar uma supermaquinaria cívico-militar, capaz de garantir a paz absoluta, a independência e a integridade da Venezuela pelos próximos 100 anos", escreveu Maduro no Twitter.

A declaração foi feita logo depois de o venezuelano participar de um evento do governo na sede da Academia Militar. Lá, Maduro ainda anunciou que a Força Armada Nacional Bolivariana (FANB) realizará os primeiros exercícios de 2020 nos dias 15 e 16 de fevereiro.

O objetivo desse treinamento, segundo o presidente, é preparar a "defesa das cidades". A chamada Milícia Bolivariana, grupo formado por civis militantes do chavismo, também participará do teste.

"Vamos defender a cidade de dentro, a partir dos bairros, das montanhas, do campo", disse. "Assim como fomos defender a pátria na fronteira, agora vamos defendê-la nas cidades. Em Caracas, Maracay, Valencia, Barquisimeto, Maracaibo."

Maduro ainda afirmou que o exercício não só vai ajudar o país a se defender do "imperialismo americano e da oligarquia colombiana", mas também "das máfias da gasolina que prejudicam o povo".

"A Venezuela precisa de uma FANB unida e coesa. [...] Devemos estar prontos para quebrar os dentes dos que ousarem tocar no solo sagrado da Venezuela, quebrar os dentes do imperialismo ou da oligarquia colombiana se for necessário, quando for necessário, onde for necessário", defendeu.

Crise na Assembleia Nacional

Sobre a crise na Assembleia Nacional, depois de o chavismo e uma pequena dissidência da antichavistas terem elegido o deputado Luis Parra como presidente do Parlamento, Maduro se limitou a dizer que esta é uma "divisão violenta" na oposição.

Para o venezuelano, as cenas registradas no domingo, quando o então presidente da Assembleia Nacional e líder da oposição, Juan Guaidó, foi impedido de entrar no Palácio Legislativo pelas forças de segurança, são "um show para a imprensa internacional".

O líder chavista manifestou apoio à Assembleia Nacional Constituinte, um órgão integrado apenas por aliados do governo, para "estabelecer a ordem e garantir a paz".

*Com EFE

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