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Presidente do Chile vai a funeral do tio com coronavírus e será investigado

Presidente do Chile, Sebastián Piñera - BBC
Presidente do Chile, Sebastián Piñera Imagem: BBC

Do UOL, em São Paulo

23/06/2020 12h42

O presidente do Chile, Sebastián Piñera, vai ser investigado pelo Ministério Público por ter se aproximado do caixão de um tio durante seu funeral, no domingo (20). Vítima do novo coronavírus, o sacerdote Bernardino Piñera, de 104 anos, teve parte do ataúde aberta para que o presidente pudesse despedir-se dele, diz o site do El País.

De acordo com vídeos da cerimônia divulgados na internet, uma integrante da família presidencial abriu a tampa de madeira do ataúde com vidro lacrado e disse: "Sebastián quer vê-lo".

Alguns dos presentes à cerimônia respondem que "não se pode abrir" o caixão, entre eles um primo do presidente, o ex-ministro do Interior Andrés Chadwick. Apesar das advertências, a mesma mulher abre a tampa e diz: "Veja-o, veja-o", e o presidente chileno, de máscara, se aproxima para observar o tio.

Um deputado da oposição, Gabriel Ascencio, denunciou possíveis descumprimentos de protocolos para evitar a transmissão de covid-19 no país, e integrantes do governo tiveram de dar explicações sobre o ocorrido.

Segundo a versão oficial, o velório respeitou as normas sanitárias de distanciamento social e teve participação inferior a 20 pessoas, como determina a regra para funerais da subsecretaria de Saúde para a pandemia, embora no vídeo apareçam pelo menos mais 11 pessoas, entre sacerdotes, músicos e fotógrafos.

O Palácio de la Moneda, sede da presidência, informou que o caixão estava lacrado e que, mesmo que a tampa tenha sido aberta, não houve violação das normas, pois o vidro protegeria seu hermetismo.

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