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Quem é Tucker Carlson, jornalista conservador que entrevistou Bolsonaro

O presidente Jair Bolsonaro (PL) publicou nas redes sociais a sua entrevista ao apresentador conservador Tucker Carlson, da Fox News - Reprodução/Twitter/Jair Bolsonaro
O presidente Jair Bolsonaro (PL) publicou nas redes sociais a sua entrevista ao apresentador conservador Tucker Carlson, da Fox News Imagem: Reprodução/Twitter/Jair Bolsonaro

Do UOL, em São Paulo

30/06/2022 15h30Atualizada em 30/06/2022 20h15

No mais novo episódio de seu programa 'Tucker Carlson Tonight', o jornalista americano Tucker Carlson entrevistou o presidente brasileiro Jair Bolsonaro (PL), atingindo recordes de audiência. Conectado à emissora Fox News, Carlson é considerado um dos maiores nomes do conservadorismo na mídia estadunidense.

Conhecido por se opor ao partido Democrata americano (o de Joe Biden), a políticas de imigração e feministas, e como defensor do "racismo anti-brancos", o jornalista já afirmou que o Brasil é "a única grande economia do hemisfério Sul que continua pró-América" - posição ameaçada, segundo ele, pela possível eleição de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

O jornalista construiu sua carreira na área sempre com uma visão conservadora. Entrando na emissora Fox News em 2009, Carlson já atuou em vários programas, mas recebeu seu próprio horário em 2016, no mesmo mês em que Donald Trump tornou-se presidente nos Estados Unidos.

América do Sul "toda vermelha": entrevista com Jair Bolsonaro

Bolsonaro e Tucker Carlson, usando cocar indígena - Reprodução/Twitter - Reprodução/Twitter
Bolsonaro e Tucker Carlson
Imagem: Reprodução/Twitter

Além de posar com um cocar indígena, ato criticado por associações que representam esses povos, o apresentador de TV americano sentou com o presidente para uma entrevista à Fox News. Na conversa, Bolsonaro criticou a mídia brasileira e a esquerda política.

Afirmando que o Brasil inteiro será "perdedor" caso eleja candidato de esquerda, Jair Bolsonaro previu que "toda a América do Sul será vermelha", além de isolamento dos Estados Unidos.

"Os perdedores serão a população brasileira e a própria esquerda. Os eleitores de esquerda irão perder com isso. Toda a América do Sul será vermelha se é que você me entende e, na minha visão, os Estados Unidos se tornarão um país praticamente isolado no mundo", defendeu.

A entrevista também contou com o presidente afirmando que a esquerda "nunca sairá do poder" caso vencerem nessa eleição.

Esse encontro com Tucker Carlson tem sido aclamado por eleitores bolsonaristas, especialmente visto que o jornalista apoiou Bolsonaro como aliado dos EUA e criticou suposta coalizão oponente do presidente, composta por bilionários, professores universitários e a emissora CNN.

"Racismo contra brancos", "grande substituição" e outras conspirações de Carlson

Tucker Carlson, chamado pela revista Time de o conservador mais poderoso dos EUA, veicula diversas teorias da conspiração - hipóteses não apoiadas pela ciência ou especialistas - em seu programa de TV. Por exemplo, denuncia suposta movimentação das elites democratas para substituir eleitores por imigrantes.

Essa teoria, chamada por ele de "grande substituição", é parte de suas políticas anti-imigração e foi citada, de acordo com levantamento do jornal The New York Times, em 400 dos 1.150 episódios de seu programa na Fox News.

Além disso, o conservador defende a existência de "discriminação contra pessoas brancas" e critica movimentos feministas por, segundo ele, "atacarem a masculinidade", diminuir as taxas de nascimento e o nível de testosterona em homens.

Mesmo apoiando teorias e ideias amplamente criticadas e comprovadas como erradas por cientistas e especialistas, o 'Tucker Carlson Tonight' vê aumento na sua base de espectadores, que já bate 3 milhões.

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