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12 meses

Brasileira presa na Indonésia depõe em maio sob risco de pena de morte

Manuela Vitória De Araujo Farias, de 19 anos, foi presa no Aeroporto Internacional de Bali com 3 kg de cocaína - Reprodução/CNN Indonesia
Manuela Vitória De Araujo Farias, de 19 anos, foi presa no Aeroporto Internacional de Bali com 3 kg de cocaína Imagem: Reprodução/CNN Indonesia

Do UOL, em São Paulo

22/04/2023 20h05

A brasileira presa em Bali, na Indonésia, após tentar entrar no país com mais de três quilos de cocaína, vai ser interrogada no dia 2 de maio, segundo advogado da família.

O que pode acontecer:

O interrogatório de Manuela Vitória De Araujo Farias, de 19 anos, deve ser uma das últimas etapas do julgamento.

Até o momento, já foram ouvidas 7 testemunhas, sendo uma de defesa e seis de acusação, disse ao UOL o advogado da família Davi Lira, que acompanha o caso do Brasil. Na Indonésia, a jovem tem outro defensor especializado em casos como o dela.

A sentença pode condená-la à morte ou à prisão perpétua no país, que tem uma severa lei antidrogas. Esta decisão, porém, ainda não tem data para ser tomada.

Em janeiro, o Itamaraty disse ao UOL ter conhecimento do caso, acompanhado pela Embaixada do Brasil em Jacarta, e que "vem prestando a assistência consular cabível à nacional".

A expectativa da defesa é de que ela escape da pena de morte e da [prisão] perpétua. Lá e um país muito rígido. Acredito que será penalizada, mas cremos numa pena menor
Davi Lira, advogado que acompanha o caso da brasileira

Relembre o caso:

Manuela foi detida no dia 1º de janeiro, quando desembarcou com a droga dividida em duas malas. À época, o advogado disse que a jovem não sabia o que levava ao embarcar para o país asiático.

Segundo Davi Lira, a paraense até desconfiou da promessa de aulas de surfe em troca do transporte de uma encomenda até o país, e tentou desistir, mas teria sido coagida por pessoas que a abordaram.

Natural de Belém, a jovem conheceu os suspeitos pelo envio da droga em um "circuito de baladas" de Santa Catarina, estado no qual a mãe dela mora, para fazer tratamento contra uma doença.

Ela não queria mais ir, desconfiou de alguma coisa, mas as pessoas começaram a constrangê-la. Falaram que ela não podia mais desistir da viagem, que eles já tinham gastado dinheiro e que o máximo que ela poderia fazer, se ela não quisesse ir, era indenizá-los em 20 mil reais.
Davi Lira, advogado