Ryan, de apenas 4 anos, morreu com um tiro de fuzil na barriga durante uma ação policial enquanto jogava bola com o irmão e os amigos em frente à sua casa em Santos (SP) nesta terça (5). O pai dele, Leonel Andrade, já havia sido morto, no começo deste ano, durante outra operação policial na mesma comunidade pobre. Ele tinha uma deficiência física e usava muletas. A tragédia, em dois atos, mostra o que acontece quando um governo adota a força bruta como política, enterrando a inteligência. Este texto, já aviso, é inútil. Porque boa parte dos paulistas não vai perder uma noite de sono se mais uma criança pobre morreu com as tripas para fora. Enquanto o número de mortos estiver subindo, a sua (falsa) sensação de segurança está garantida. A sensação da viúva, Beatriz, que em nove meses perdeu o marido e o filho caçula simplesmente por morarem no morro? Dane-se. |