Em 2017, reciclagem de hábitos ajuda a enfrentar a crise

Mauro Calil

Mauro Calil

Especial para o UOL
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Todo início de ano as pessoas fazem uma lista de propósitos para serem perseguidos ao longo dos próximos 12 meses. Ao que tudo indica, 2017 será um período de extrema dificuldade. Diante desse cenário, haja criatividade para levar adiante os 365 dias que nos separam de 2018. Reciclar pode ser uma alternativa.

Esse conceito –por ser  muito abrangente– nos propicia uma reflexão. No dia a dia pessoal, dentro de casa, podemos reciclar roupas, sapatos, objetos de uso pessoal etc. Ou seja, ao adotarmos tal atitude, não gastamos o escasso e suado dinheiro disponível.  Vale também minimizar desperdícios. E eles estão por toda a parte: no uso da eletricidade, da água, do sabão, do gás, e assim por diante. A vantagem dessa " consciência ecológica" acaba por beneficiar o meio ambiente e também o bolso.

Reciclar hábitos é muito difícil. Quantos se lembram de apagar a luz quando deixam um ambiente? E de desligar o chuveiro quando está se ensaboando? Quantos usam a água da máquina de lavar roupa para reúso? Ela é perfeita para lavar quintais, varandas, garagens e até mesmo carros.

Se estou desempregado (a) ou com pouco dinheiro, não preciso ir à academia (e me endividar ainda mais) para cuidar da saúde. Caminhar pelos parques ou jardins pode ser uma alternativa. Evitar comidas gordurosas, embutidos, também ajuda a preservar a saúde e, em especial, a do coração. Quantas vezes nos deparamos com pessoas andando –ou correndo– nas ruas? Isso pode ser imitado. Não tem custo algum!

Essa mesma mudança de atitude cabe na rotina profissional, no escritório. Muitas empresas não têm a cultura de separar o lixo, misturando o papel com o lixo orgânico. Por que não incentivar a adoção dessa novidade? Isso demanda tempo, energia e muita disposição. No fundo, é uma reciclagem de atitude. Num primeiro momento pode ser difícil, mas a adesão das pessoas é surpreendente quando esse projeto vinga.

E nas finanças pessoais? Disciplina, disciplina. Reduzir o consumo desenfreado, os gastos desnecessários e pesquisar muito antes de comprar o que é realmente essencial: supermercado, farmácia etc. O comércio de rua, em geral, é mais barato que o preço cobrado num shopping. Na verdade, as compras passam por gestão. Se compro roupa nova (necessária) deixo para comprar sapato ou bolsa no mês que vem. Além de evitar o endividamento numa hora de emprego difícil e renda baixa, o planejamento de gastos torna-se essencial.

Quem consegue poupar R$ 10,00 por semana terá R$ 40,00 no final do mês. Ao longo do ano terá acumulado quase R$ 500 reais. Sem sofrimento. Não foi uma reciclagem de hábito?

Feliz 2017! 

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Mauro Calil

é especialista em investimentos no Banco Ourinvest, palestrante e autor dos livros "Receita do bolo" e "Separe uma verba para ser feliz" e proprietário da Academia do Dinheiro

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