Empresário da Linknet permanece calado na CPI da Corrupção do DF

Camila Campanerut

UOL Notícias <br> Em Brasília

De posse de um habeas corpus, o proprietário da empresa Linknet, Gilberto Batista Lucena, se manteve calado durante depoimento na CPI da Corrupção da Câmara Legislativa do Distrito Federal, nesta terça-feira (6), em Brasília. "Vou usar do meu direito de permanecer calado. Pela orientação dos meus advogados, eu não vou responder nenhuma pergunta", justificou Lucena, que estava acompanhado de seu advogado na sessão plenária, que durou cerca de meia hora. Ele já havia sido convocado em outra data pela comissão, mas não compareceu.

A Linknet Tecnologia e Telecomunicações Ltda. presta serviços de informática ao governo do Distrito Federal, e foi citada no inquérito da operação Caixa de Pandora, da Polícia Federal. A empresa é acusada abastecer o suposto esquema de pagamento de propinas a servidores e prestadores de serviço do GDF.

"Temos que respeitar (o direito do depoente de ficar calado), mas eu entendo a natureza do que está sendo denunciado. A Linknet forneceu equipamentos até para esta casa, e aqui chegaram sem contratos; computadores que chegaram aqui a título de locação, com valores quatro vezes maiores que os de mercado", afirmou o deputado Paulo Tadeu (PT). Segundo ele, as máquinas custaram cerca de R$ 12 mil reais cada uma.

O petista justificou ainda as ausências da presidente da CPI, a deputada Eliana Pedrosa (DEM), e do deputado Batista das Cooperativas, que estavam em outros compromissos.

O deputado distrital Reguffe (PDT) tentou convencer Lucena a depor, afirmando que é importante para a população entender as imagens em que Lucena aparece conversando com o ex-secretário de Relações Institucionais e delator do esquema de corrupção, Durval Barbosa.

"Eu penso que este é um assunto de suma importância. O direito do contribuinte foi desviado e há uma série de perguntas que esta comissão gostaria de fazer", insistiu Reguffe. "Respeito a lei, mas discordo dela. O direito individual não pode se sobrepor ao direito coletivo. (...) Estamos vivendo na república do habeas corpus", disse.

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