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Ministra e presidente do TSE pede que mensalão não faça jovens "desacreditarem" na política

A ministra Cármen Lúcia conversa com o colega Luiz Fux no plenário do STF - Andre Borges/Folhapress
A ministra Cármen Lúcia conversa com o colega Luiz Fux no plenário do STF Imagem: Andre Borges/Folhapress

Do UOL, em São Paulo

27/09/2012 17h22Atualizada em 27/09/2012 17h34

A ministra do STF (Supremo Tribunal Federal) Cármem Lúcia, que também é presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), disse na sessão do julgamento do mensalão desta quinta-feira (27) que, a poucos dias das eleições municipais, os jovens brasileiros não devem acreditar que todos os políticos são corruptos.

“A política é necessária (...). Não queria que o jovem desacreditasse da política por causa do erro de um ou de outro", disse, referindo-se à condenação dos réus do mensalão. Parte dos atuais 37 réus é composta por políticos e ex-parlamentares. "Isso não significa que a política seja sempre corrupta. Pelo contrário, a humanidade chegou, no momento que chegamos, porque era a política ou a guerra."

"Quem exerce um cargo político deve exercê-lo com mais rigor (...) porque está cuidando da coisa de todos, porque significa que uma sociedade inteira foi furtada", completou.

O pedido de Lúcia foi feito depois de ela votar pela condenação de 12 réus ligados à base aliada do governo por corrupção e lavagem de dinheiro.

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  • Arte UOL

O caso do mensalão, denunciado em 2005, foi o maior escândalo do primeiro mandato do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O processo tem 38 réus --um deles, contudo, foi excluído do julgamento no STF, o que fez o número cair para 37-- e entre eles há membros da alta cúpula do PT, como o ex-ministro José Dirceu (Casa Civil). No total, são acusados 14 políticos, entre ex-ministros, dirigentes de partido e antigos e atuais deputados federais.

O grupo é acusado de ter mantido um suposto esquema de desvio de verba pública e pagamento de propina a parlamentares em troca de apoio ao governo federal. O esquema seria operado pelo empresário Marcos Valério, que tinha contratos de publicidade com o governo federal e usaria suas empresas para desviar recursos dos cofres públicos. Segundo a Procuradoria, o Banco Rural alimentou o esquema com empréstimos fraudulentos.

O tribunal está analisando acusações relacionadas a sete crimes diferentes: formação de quadrilha, lavagem ou ocultação de dinheiro, corrupção ativa, corrupção passiva, peculato, evasão de divisas e gestão fraudulenta.

Entenda o dia a dia do julgamento

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