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No Rio, ato do Dia do Trabalho tem "Temer vampiro" e briga entre manifestantes

Ellan Lustosa/Código19/Agência O Globo
Protesto no Dia do Trabalho no Rio de Janeiro Imagem: Ellan Lustosa/Código19/Agência O Globo

Hanrrikson de Andrade

Do UOL, no Rio

2017-05-01T18:01:28

01/05/2017 18h01

Manifestantes contrários ao governo Michel Temer (PMDB) se reuniram na tarde desta segunda-feira (1º) em comemoração pelo Dia do Trabalho, na praça da Cinelândia, centro do Rio de Janeiro. O ato foi marcado por discursos e palavras de ordem contra as reformas defendidas pela gestão federal, mas também teve atividades artísticas, como a apresentação de uma esquete teatral na qual o presidente da República foi representado como o vampiro.

Durante o evento, convocado também em repúdio à ação da Polícia Militar na greve geral da última sexta-feira (28) --quando o Batalhão de Choque usou bombas de gás e outros equipamentos não letais contra black blocs e manifestantes--, houve uma briga entre um grupo de pessoas e um homem que se identificou como defensor da monarquia. Ele foi agredido a socos e pontapés.

Hanrrikson Andrade/UOL
O ator Marco Aurélio Ramelin vestido de NosferaTemer Imagem: Hanrrikson Andrade/UOL

O ator que deu vida ao "NosferaTemer", Marco Aurélio Ramelin, 54, disse que a ideia da peça foi fazer uma crítica bem-humorada a quem chama de "sanguessuga da nação". "Essa é uma esquete que a gente já faz há 26 anos, sempre brincando com personagens da política. E a bola da vez é o Temer. Nunca foi tão oportuno fazer esse personagem. Por tudo isso que vem acontecendo", afirmou ele.

Questionado sobre o calor, já que o personagem exigia um figurino pesado que nada combinava com o sol escaldante que premiou o feriado dos cariocas nesta segunda, Ramelin disse que ficaria pior quando ele "entrasse no caixão". "Mas vale a pena", comentou.

O ato em comemoração ao Dia do Trabalho e também contra as reformas defendidas pelo governo federal começou no Rio por volta das 11h. Vários representantes de sindicatos e entidades de classe ocuparam a praça da Cinelândia, além de movimentos sociais e políticos de esquerda. Com exceção da briga entre manifestantes, não houve outros casos de tumulto.

Nem a PM nem os organizadores do evento fizeram uma estimativa do público presente.