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STF: Vídeo de reunião entre Bolsonaro e ministros deve constar em inquérito

O presidente Jair Bolsonaro e o ex-ministro da Justiça, Sergio Moro - Carolina Antunes - 18.dez.19/PR
O presidente Jair Bolsonaro e o ex-ministro da Justiça, Sergio Moro Imagem: Carolina Antunes - 18.dez.19/PR

Do UOL, em São Paulo*

05/05/2020 22h52Atualizada em 06/05/2020 09h09

O ministro do STF, Celso de Mello, determinou que o vídeo de uma reunião entre o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e seus ministros, realizada no dia 22 de abril, seja incluído, em até 72h, no inquérito que apura denúncias feitas pelo ex-ministro Sergio Moro.

O ofício, divulgado nesta noite, foi um complemento à decisão publicada mais cedo, autorizando a entrega de gravação de reunião em que os ministros teriam testemunhado ameaça de Bolsonaro contra Moro, além de oitivas com a deputada federal Carla Zambelli (PSL-SP) e seis delegados da Polícia Federal envolvidos na crise da troca de comando da Polícia Federal do Rio de Janeiro, em agosto passado.

A decisão atende um pedido do procurador-geral da República, Augusto Aras, que solicitou uma cópia da gravação e autorização para colher depoimentos de Zambelli e mais três ministros: Augusto Heleno (Gabinete de Segurança Institucional), Walter Braga Netto (Casa Civil) e Luiz Eduardo Ramos (Secretaria de Governo).

No complemento publicado esta noite, o decano do STF ressalta que os vídeos devem ser entregues sem alterações ou modificações que possam comprometer o conteúdo apresentado.

"As autoridades destinatárias de tais ofícios deverão preservar a integridade do conteúdo de referida gravação ambiental (com sinais de áudio e de vídeo), em ordem a impedir que os elementos nela contidos possam ser alterados, modificados ou, até mesmo, suprimidos", diz a decisão de Celso de Mello.

A reunião foi citada por Moro em depoimento de oito horas de duração, neste fim de semana, realizado na Superintendência da Polícia Federal em Curitiba.

* Com informações da Agência Estado

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