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Regina Duarte diz que 'sempre houve tortura' e minimiza mortes na ditadura

Secretaria especial de Cultura do governo Bolsonaro, Regina Duarte dá entrevista exclusiva ao "Fantástico" - Reprodução/TV Globo
Secretaria especial de Cultura do governo Bolsonaro, Regina Duarte dá entrevista exclusiva ao "Fantástico" Imagem: Reprodução/TV Globo

Do UOL, em São Paulo

07/05/2020 18h33

A secretária da Cultura do governo Bolsonaro, Regina Duarte, afirmou hoje, em entrevista à CNN, que "sempre houve tortura" no Brasil. A atriz de 73 anos, no entanto, minimizou as mortes causadas durante a Ditadura Militar (1964-1985).

"A humanidade não para de morrer. Se você fala em vida, tem morte. Stalin, quantas mortes? Hitler, quantas mortes? Não quero arrastar um cemitério de mortos nas minhas costas. Não desejo isso para ninguém. Sou leve, viva, estamos vivos, vamos ficar vivos", afirmou.

Duarte voltou a defender que a área da Cultura não deve se alinhar à esquerda ou à direita, disse que apoia ao governo Bolsonaro e que ignora críticas relacionadas a décadas passadas.

"Eu acho essa coisa de esquerda e direita tão abaixo do patamar da Cultura. Cultura não tem lado, é aberta para a humanidade, ela tem o plural na sua proposta. Ela tem o entendimento de todos os caracteres humanos", falou.

"Eu apoio o governo Bolsonaro porque acredito que ele era e continua sendo a melhor opção para o país. 'Ah, mas ele fez isso e aquilo'. Eu não quero ficar olhando para trás, senão eu vou dar trombada e cair no precipício. Ficar cobrando coisas que aconteceram nos anos 60, 70, 80. Vamos embora, para frente, Brasil, salve a seleção".

Regina fica no cargo

Regina Duarte descartou a saída do governo de Jair Bolsonaro e anunciou hoje que continua no cargo.

"Demissão? Que demissão? Lá fora, pelo menos, as pessoas parecem ter uma ansiedade em me verem fora. Falam 'agora ela cai, agora ela cai'. Está um clima super bom, ele estava leve", disse Regina em entrevista ao canal CNN Brasil.

Regina Duarte enfim disse "sim" a Jair Bolsonaro e aceitou convite para chefiar a secretaria especial de Cultura, pasta subordinada ao Ministério do Turismo. Ontem, ela completou 60 dias à frente da secretaria.

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